terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ego e Egoísmo!


"A noção de ego é positiva, o egoísmo é que é negativo. Se cada um de nós estivermos presentes no nosso ego, eu, alma e espírito, então todos olharemos uns para os dentro dos outros e não será uma invasão, será condição natural."

Fonte: SANTOS, Wilson dos
                 E Se Fosse Comigo?/Wilson dos Santos. Campo Grande,MS: Zap Book, 2014, pág.87.

No capítulo 17 da obra acima citada o autor nos mostra no desenrolar de uma história, que não podemos deixar de diferenciar "ego" de "egoísmo", pois o ego trata de nosso "eu", ligado às 3 formas: corpo, alma e espírito, e cada um de nós tem de conhecer o seu próprio ser em todas essas dimensões, para o melhor entendimento sobre a integração delas, em busca da análise de nossa identidade que é única.
O "ego" nos leva à uma ideia de preservação e continuidade além de fazer olhar nosso próximo, não com a ideia de localidade (longe ou perto) mas, sim de igualdade, uma vez que o ser superior ou ser inferior é que aflige o ser humano e o desintegra como ser social.
O "egoísmo" por outro lado, é que faz com que cada um de nós se sinta ou superior ou inferior em relação ao próximo e este sentimento é enganoso e danoso, pois fará com que tenhamos atitudes que não condizem com pessoas dotadas de um sistema de raciocínio próprio do ser humano que além de complexo é perfeitamente harmônico quando o egoísmo é dominado pelo ego.
Então, pode-se afirmar que o entendimento sobre o funcionamento do ego nos dará toda a compreensão para não sermos egoístas, não que será fácil, mas apenas possível.

Márcio Mendes

sábado, 5 de julho de 2014

A CONTUSÃO DE NEYMAR, A TRAGÉDIA DE BH E O PÃO E CIRCO TUPINIQUIM!

A CONTUSÃO DE NEYMAR, A TRAGÉDIA DE BH E O PÃO E CIRCO TUPINIQUIM

Por Renato Vargens


O silêncio diante da dor da tragédia de Belo Horizonte se contrapõe as milhares de manifestações de revolta da população brasileira diante da contusão de Neymar. Confesso que fiquei impressionado com o silêncio da imprensa mediante a trágica notícia da queda de um viaduto na capita mineira.

Pois é, estou plenamente convicto que a copa do mundo é um tipo de ópio que alucina a população, levando-a crer que tudo se resume a gol, futebol, samba e bandalheira.

Logo após a contusão do jogador brasileiro as rede sociais ficaram lotadas de mensagens de indignação a saída da Copa do nosso principal jogador. Interessante é que alguns tomados por ódio, revolta e ira proferiram discursos racistas contra o jogodar colombiano que feriu o ídolo tupiniquim, entretanto, quase nada se viu nas redes sociais sobre a tragédia de BH.


Pois é, parece que parte do povo brasileiro respira futebol 24 horas por dia. Infelizmente nada neste país mobiliza mais o cidadão do que carnaval e copa do mundo.  A tragédia de BH, as enchentes do Rio Grande do Sul e a safadeza dos politicos tupiniquins passam completamente desapercebidas pela nosso povo.

Fico a pensar o quão diferente poderia ser o Brasil, se o esforço, paixão e indignação diante da contusão de Neymar , fossem revertidos na construção de uma nação mais justa e equânime. Por que a mesma massa que lota o sambódromo em dias de Momo, não se mobiliza a favor da ética e da vida? Por que as milhões de pessoas que param defronte a TV, para assistir a um jogo da seleção brasileira, não se movimentam cobrando daquela “casa de tolerância”, denominada Congresso Nacional, moralidade e decência?


O pior é ouvir a massa gritar a plenos pulmões que tem orgulho de ser brasileiro.

Pois é, definitivamente este país é uma nação que gosta de pão e circo.

Lamentável,

Renato Vargens
Fonte:http://renatovargens.blogspot.com.br/2014/07/a-contusao-de-neymar-tragedia-de-bh-e-o.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Praga dos Pregadores Pseudoeruditos!

A praga dos pregadores pseudoeruditos

Por Gutierres Fernandes Siqueira


A erudição é em si algo muito bom. E sempre é um aprendizado conhecer uma pessoa dotada de vasto conhecimento. Tive o privilégio de ter como professor na graduação um autêntico intelectual. Esse mestre, ainda ativo em sala de aula, tem formação teológica, linguística, pedagógica e em comunicação social. É fluente em mais de sete idiomas, incluindo as línguas clássicas como o latim, o hebraico e o grego. Já trabalhou em comissões de tradução da Bíblia, assim como de clássicos medievais como a "Suma Teológica" de Tomás de Aquino. Todavia, também, é uma das pessoas mais simples que conheci. Apesar da elegância e da veneração pelo português era capaz de passar tempos e tempos com diversos alunos em conversas triviais. Vejo nesse professor um modelo de "bom trato" e erudição, mas, lamentavelmente, nas igrejas pentecostais já ouvi muito falso erudito com a cabeça oca e o ego grande.


A praga da falsa erudição prejudica bastante em nossas dias as igrejas pentecostais. Veja abaixo a diferença entre a verdadeira e a falsa erudição no contexto pentecostal.


a) A verdadeira erudição é sinônimo de vasto conhecimento sobre os assuntos teológicos e de humanidades. A falsa erudição é apenas aparência, marketing pessoal e mania de grandeza.


b) A verdadeira erudição é humilhante, ou seja, quem sabe sabe das próprias limitações e do vasto caminho para aprendizado. A falsa erudição é orgulhosa, cheia de si, prepotente e fala demais. Costumam repetir nos púlpitos que são pregadores diferenciados e alardeiam que falam somente a verdade. Se você fala a verdade não é necessário propaganda. A Palavra vale por si.


c) A verdadeira erudição respeita a língua pátria e busca matérias interdisciplinares. A falsa erudição é tão falsa que nem sabe o português direito. Falam de Nietzsche nas redes sociais, mas não conhecem a diferença no uso do "mas" e "mais". Alguns ostentam o título de teólogos, mas são incapazes de produzirem um pequeno paper. A educação teológica não deve ser isolada, ou seja, é necessário a mínima base nas ciências humanas, sociais e até um pouco de exatas, caso contrário alguém pode pensar que "os romanos da Igreja Católica mataram Jesus", como eu já ouvi de um líder de célula de uma igreja neopentecostal.


d) O verdadeiro pregador erudito sabe a importância da homilética na comunicação e se centraliza no texto bíblico e não na performance do pregador. O sujeito que se diz teólogo e admira a escola Marco Feliciano de pregação só pode ser um piadista. Pregadores como o Feliciano, que é apenas um exemplo entre muitos, marcam o ministério pela extravagância e não pela desenvoltura em expor as Sagradas Escrituras.


e) O verdadeiro erudito não busca uma escola ou faculdade pensando em facilidades, mas sim no aprendizado. O falso erudito está preocupado apenas com o diploma. Há faculdades de teologia não registradas nos EUA que oferecem mestrado em apenas três semanas. Isso é uma palhaçada. Não é possível fazer um mestrado sério em tão pouco tempo. Há outras, mesmo no Brasil, que oferecem até doutorado em poucas semanas com pequenas apostilas via correspondência. Quem busca facilidade não busca conhecimento, mas apenas vaidade.

Portanto, veja bem os referenciais do púlpito.

Fonte:http://www.teologiapentecostal.com/2014/05/a-praga-dos-pregadores-pseudoeruditos.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

domingo, 4 de maio de 2014

Ímpios na Igreja!

Ímpios na Igreja - Paulo Júnior 

Um dos vídeos mais impactantes que vi essa semana, sei que o SENHOR irá te tocar de alguma maneira depois de você ver esse vídeo, que tenhamos a oportunidade de arrepender de nossos atos e voltarmos ao Evangelho de CRISTO!

Em Cristo - Márcio Mendes!


sábado, 12 de abril de 2014

Por que não existe Ministério de Louvor?

Por que não existe Ministério de Louvor?

Por Gutierres Fernandes Siqueira


O leitor Gilmar Valverde pergunta: “Se ‘ministério de louvor’ não existe, como afirmado no post sobre pastores itinerantes [leia aqui], como fica, então, os muitos cantores que se dedicam exclusivamente ao louvor? Por acaso, seria um trabalho sem muito sentido no Reino de Deus?” [1].


A resposta: Primeiro, é necessário definir o conceito neotestamentário de “ministério”. Todo trabalho na igreja local pode ser definido como ministério? A resposta é um sonoro não. Quando alguém diz ser um “ministro de louvor” esse está apenas reproduzindo uma tradição carismática sem sustentação bíblica. Ministério é o que a Bíblia chama de ministério. Simples assim? Nem tanto. O teólogo C. G. Kruse assim define “ministério” no pensamento paulino:


Para o apóstolo Paulo, o ministério incluía tudo que o Cristo exaltado fez e faz por intermédio de seu povo para edificar sua Igreja. Isso incluía o exercício apropriado dos dons para o ministério, que Cristo concedeu a todo o seu povo, e também o ministério dos que, como Paulo, foram divinamente designados para estabelecer e educar as Igrejas. Também incluía os designados por ação humana para exercer papéis de liderança nas Igrejas. [2]

A base para definir exatamente quais são os ministérios do Novo Testamento é a Sagrada Escritura, especialmente em Romanos 12, 1 Coríntios 12 e Efésios 4. O apóstolo diz: “E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” [1 Coríntios 12.5 AA]. A palavra traduzida como “ministério” é διακονιῶν [diakoniōn]. Segundo Strong's Exhaustive Concordance of the Bible, o termo indica aqueles dotados por Deus para o serviço zeloso e laborioso na promoção da causa de Cristo entre os homens. O contexto sempre envolve o serviço no exercício do apostolado, do evangelismo, da proclamação profética, do ensino e e do pastorado (cf. 1 Co 12.5; Ef 4.12; 2 Tm 4.5).  Em nenhum desses textos há uma indicação que o responsável pelo louvor seja “ministro” no sentido neotestamentário do termo. Quem louva não ministra ofícios, mas simplesmente (e grandemente) adora.

Alguém pode dizer que essa discussão é apenas semântica. Não, não é. O conceito de ministro é importante para entender o papel daquele a quem Deus chama para edificação da Igreja. Em nenhum momento o Novo Testamento coloca o louvor como parte da edificação (ou seja, da construção e alicerce doutrinário da congregação). O louvor é colocado em poema e sobre um poema sempre é necessário cautela na construção de sistemas doutrinários. Aja vista certas dificuldades hermenêuticas na interpretação dos Salmos. Embora o louvor na primitiva igreja (exemplo: Romanos 11.33-36) seja recheado de doutrina bíblica, aquele que canta não é necessariamente um doutrinador.

Ah, mas e os cantores e bandas evangélicas? Bom, hoje são apenas artistas. Mas a igreja local não precisa de cantores? É claro que sim, mas somente como alguém que impulsiona o louvor congregacional. Não é para apresentação. Infelizmente, nas igrejas pentecostais clássicas a maior parte dos ditos cantores produzem apresentações (ou shows) e não louvor para e com a congregação. É bom lembrar que essa lavra de cantores do mundo “gospel” é uma invenção recente do século XX. Até o século XIX as composições eram feitas por pastores, teólogos e pessoas vocacionadas para a música, mas que normalmente tinham envolvimento com algum ministério (missionários, evangelistas, pastores, professores de Bíblia etc.). O reformador Martinho Lutero (1483-1546), por exemplo, escreveu o hino Castelo Forte. Naquela época não havia alguém que- fora do ambiente eclesiástico- se dedicasse apenas a cantar de igreja em igreja com suas composições. Charles Wesley (1707-1788), por exemplo, é conhecido como grande compositor, mas era principalmente um ministro ordenado pela Igreja Anglicana. A grande musicista inglesa Sarah Kalley (1825-1907) era professora de Bíblia e foi missionária no Brasil. A assembleiana Frida Vingren (1891-1940) também produziu belos hinos, mas o seu ministério era a missão evangelizadora e o ensinamento bíblico. 

Observe que Martinho Lutero, Charles Wesley, Sarah Kalley e Frida Vingren não se colocaram como “cantores de igreja”. Eles eram, antes de tudo, ministros do Evangelho. O talento musical era complemento e não uma função ministerial. Logo porque o louvor é responsabilidade de toda a congregação e não só de um indivíduo. A igreja local precisa de apenas um pastor ou um mestre, mas todos os membros devem louvar ao Senhor com cânticos (cf. Efésios 5.19; Colossenses 3.16). 

Referências Bibliográficas:

[1] A pergunta foi adaptada para melhor entendimento do questionamento.

[2] KRUSE, C. G. Ministério. Em: HARWTHORNE, Gerald F.; MARTIN P. Ralph e REID, Daniel G. Dicionário de Paulo e suas Cartas. 2 ed. São Paulo: Paulus, Edições Loyola e Edições Vida Nova, 2008. p 818.

domingo, 30 de março de 2014

Bendito o DEUS que não atende todas as nossas orações!


Por Rodrigo Ribeiro

Deus é onisciente. Este é um de seus mais conhecidos atributos. No entanto este conhecimento é muitas vezes superficial e inadequado, ou no mínimo, não traz como reflexo nenhuma aplicação prática para nossa fé. Compreender este importante atributo é um recurso indispensável para todos aqueles que necessitam descansar seus corações na sabedoria inefável do Poderoso Deus. Se formos conscientes de nosso estado, todos serão unanimes em reconhecer que esta necessidade é geral, e alcança cada um de nós.

A onisciência de Deus não significa somente que ele sabe de todas as coisas, mas também que ele sempre escolhe os melhores caminhos nos momentos mais oportunos possíveis. É um atributo que nos revela uma sabedoria perfeita, inalcançável. Deus faz tudo da melhor forma possível. Ele controla de modo esplendoroso todos os meios assim como o fim de todas as coisas. Ele o faz com absoluta maestria, ainda que tais caminhos sejam absurdos por diversas vezes aos nossos frágeis olhos carnais.

Mas este atributo não é comunicado a nós, ou seja, nós não somos oniscientes. Sendo assim Ele não seria bondoso para conosco se SEMPRE atendesse os nossos pedidos, que muitas vezes nos fariam mal no fim das contas. As teologias que colocam o poder nas palavras dos homens, vindicando para si o direito de emitir decretos nos quais Deus torna-se um mero agente de suas "sábias" decisões, são heresias que não compreendem nem a infinita sabedoria de Deus, e tão pouco reconhecem as imensas limitações do intelecto humano.

Mas tenho uma excelente notícia: Ele é bom! Tão bom que nós diz não!

Veja o exemplo dos discípulos:

Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido.

"O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda". Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? " "Podemos", responderam eles. (Mateus 20:20-22)

Eles queriam beber do cálice de Cristo. Ficar ao seu lado quando fosse erguido. Pensavam que isto significaria glória em Israel, reinando com Ele. Mas isto na verdade significa: Cruz, morte e humilhação. Aqueles posições seriam ocupados por dois ladrões crucificados co, Cristo. Jesus sabia o quão terrível seria o seu destino, ainda que os discípulos não o compreendessem, e por isso foi compassivo com eles, negando suas tolas pretensões. Eles não sabiam o que pediam, mas o mestre sempre soube o que lhes daria.

Em outra narrativa bíblica, percebemos Pedro em uma petição ainda mais nociva, mas quedetinha uma aparência de extrema piedade. Obviamente esse pedido partiu de uma compreensão equivocada do discípulo, apesar de sua ótima intenção de preservar seu mestre tão amado, mas se fosse atendido teria consequências irreparáveis:

Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Mateus 16:21-22

No entanto, como o decorrer do texto demostra, Jesus o repreendeu severamente. Ainda que seu pedido fosse compreensivo diante do carinho que tinha por Cristo, as consequências daquilo seriam terríveis. Se Jesus fosse poupado, Pedro não teria salvação. Todos nós estaríamos no inferno! Os nossos pedidos mais sinceros, por causa das inclinações de nosso coração, podem nos levar a caminhos de morte. Foi isto que ocorrera com Pedro.

GLÓRIA A DEUS, POIS ELE NOS DIZ NÃO!

Não sabemos o que pedimos, mas devemos saber a quem pedimos. Ele é totalmente digno de confiança! E é por saber que ele nos dirá não quando o nosso pedido for nossa armadilha, é que podemos abrir nossos lábios e corações para clamar a Ele com todas as nossas forças. Nosso Deus é tão bom que nos diz não. E há mais amor nesses desejos negados, no que numa prece atendida com consequências negativas inimagináveis.

Clamemos aquele que sempre cumpre sua vontade perfeita! Ele sabe escutar nossas orações e adequá-las ao seu plano soberano e imutável!

***

Rodrigo Ribeiro é colaborador do Púlpito Cristão, advogado, seminarista, e um dos editores do blog UMP-da-Quarta.

Vi no:http://www.pulpitocristao.com/2014/03/bendito-o-deus-que-nao-atende-todas-as.html#.UzhFO6hdV4A

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 26 de março de 2014

TESTE-DRIVE DE CRENTE: E SE ELE(A) NÃO FOR BOM/BOA DE CAMA?

TESTE-DRIVE DE CRENTE: E SE ELE(A) NÃO FOR BOM/BOA DE CAMA?


Dani Marques

Creio ser esta uma questão bastante relativa. Como você definiria um parceiro bom de cama? Um expert em preliminares? Um mestre em sexo selvagem? Uma garota sem pudores? É certo que para uns, um formato de sexo pode ser simplesmente extraordinário, mas para outros, igualmente repugnante. Para algumas mulheres, por exemplo, o "sexo selvagem" em posições e locais variados é a pedida certa, já para outras, qualquer movimento mais brusco pode sugerir desrespeito. Alguns homens, curtem mulheres mais ousadas e que assumem o comando da situação, mas outros, encaram esta atitude de forma negativa. Também conheço esposas que sonham com um vocabulário repleto e preliminares caprichadas. Por outro lado, já ouvi relatos de algumas esposas que dispensam o falatório e excesso de "mela-mela". Por isso digo que é impossível estabelecer uma regra de sexo ideal.

Algumas pessoas passam a vida inteira em busca do parceiro "bom de cama", pulando de relacionamento em relacionamento. Um verdadeiro test-drive sexual! Se o cara geme de um jeito engraçado na hora de gozar, não serve. Se ele tem o pênis pequeno ou grande demais, não serve. Se a mulher é muito fria, não serve. Se na hora do sexo ele tem dificuldades de encontrar a vagina da mulher em meio aos pelos, não serve... Já ouvi tantos testemunhos trágicos e relatos engraçados de experiências sexuais (dentro e fora do casamento), que poderia passar horas compartilhando com vocês. Mas creio que esta atitude não edificaria em nada a sua vida, por isso optei em dividir algo mais valioso:

O(a) parceiro(a) bom/boa de cama mesmo, é aquele(a) que te ama e faz de tudo para te ver feliz e satisfeito(a). O sexo pode até começar ruim, mas com o aumento da cumplicidade, intimidade e desejo de satisfazer, vai aos poucos se aperfeiçoando: se o cara geme de um jeito engraçado, a esposa se dispõe a dizer em amor que aquilo a incomoda; se o pênis dele é pequeno ou grande demais, eles vão se descobrindo e testando as posições que mais incomodam ou geram prazer; se a mulher é muito fria, o esposo tenta descobrir se existe algum medo ou trauma de infância e, em amor, a ajuda a superar, inclusive buscando o auxílio de profissionais especializados; se a vagina da esposa parece mais uma aranha caranguejeira, o marido aos poucos pode ir comunicando o quanto aquilo é broxante, e quais os tipos de depilação o agradariam mais, e se a esposa é sábia e busca demonstrar amor na mesma medida, vai "passar a faca" na mata atlântica com o maior prazer, pois o seu desejo está em satisfazer seu esposo. A intimidade sexual, inclusive através da conversa, fará toda a diferença.

Mas considero de extrema importância que alguns detalhes a respeito da sexualidade sejam conversados ainda no período de namoro/noivado. Por que? Para que surpresas como estas sejam evitadas: Homens loucos por sexo anal que farão de um tudo para satisfazer este desejo com suas esposas; Meninas que foram abusadas na infância ou que durante muitos anos escutaram de suas mães que o sexo era algo sujo, e por conta disso se tornaram resistentes ou frias na cama; Meninos que desde sua infância ou adolescência sentem atração por pessoas do mesmo sexo, mas que decidiram investir no casamento com a esperança de se verem livres deste desejo (que em 99% das vezes não some); Meninas que já transaram com um ou mais homens, inclusive com caras que nem lembram mais o nome... Enfim, conversem a respeito.

É certo também que, além da conversa, num relacionamento amoroso deve existir atração e desejo. Não se case com um homem ou mulher que não te atrai fisicamente. De duas uma: ou o casamento acabará em divórcio ou viverão um vida sexual frustrada. Se gosta dele apenas como amigo, então não se case.

Enfim, não existe uma fórmula e nem a necessidade de um test-drive sexual. Uma conversa franca e transparente é capaz de resolver muitas questões. Também não tenha medo de se frustrar na cama após o casamento, pois o sexo ideal não vem pronto, ele é construído, e este é um processo que deve durar uma vida inteira. O tempo será o seu maior aliado! Depois de vinte anos de casados, sua intimidade e cumplicidade vai estar 365 x 20 vezes maior e melhor, e a probabilidade de estarem desfrutando de um sexo 365 x 20 vezes melhor, é muito grande. O marido que ama e respeita sua esposa, estará atento às suas necessidades e empenhado em supri-las (e vice-versa). Por isso, não se preocupe em encontrar um parceiro bom de cama, pois num casamento onde as duas partes entenderam o que é viver o amor decidido, o sexo ideal será construído em conjunto, e ao final da vida, terão o privilégio de olhar pra traz e visualizar, em meio aos erros e acertos, a linda história que escreveram juntos, inclusive na área sexual.

O mundo nos oferece centenas de fórmulas de como encontrar o parceiro ideal quando se trata de sexo. O google e revistas femininas que o digam! Mas o que está sendo oferecido é superficial demais, sem profundidade alguma. Pode até satisfazer sua carne, mas deixará sua alma vazia. Quer um conselho? Busque respostas naquilo que tem conteúdo e é capaz de trabalhar o seu caráter e te transformar num ser humano melhor.


Dani Marques é colaboradora do Genizah


Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2014/03/teste-drive-de-crente-e-se-elea-nao-for.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

domingo, 9 de março de 2014

PSEUDOLEALDADE E NEOIDOLATRIA EVANGÉLICA!

PSEUDOLEALDADE E NEOIDOLATRIA EVANGÉLICA!


Por Valmir Nascimento

Se os evangélicos do tempo presente não se aperceberem incorrerão em um grave pecado apontado pelas Escrituras: a idolatria. Mas essa idolatria atual ganha novas perspectivas, práticas e ritos. Podemos chamá-la de neoidolatria, a obsessão e a lealdade excessiva sobre pastores, pregadores, cantores e escritores do mundo evangélico, e que retira Deus da primazia de suas vidas.

Essa neoidolatria produz uma lealdade burra, cega e má. Como escreveu Harris Blamires (A mente cristã, p. 33), a lealdade é má no sentido em que a defesa de qualquer ação com fundamento apenas na lealdade não é racional. Assim, a expressão “Eu faço isso por lealdade ao meu líder” é irracional e amoral (prefiro imoral) a não  ser que seja a consequência de: “Apoio meu líder por causa da qualidade de seu caráter, de seu propósito e de sua política”.

Blamires ainda observa que a lealdade em si mesma não é fundamento moral para a ação. Naturalmente, trata-se de outra matéria a lealdade a um bom homem, a um bom governo, a uma boa causa. Nesses casos, diz Blamires, em que a pessoa se põe do lado de um homem, ou um governo, ou uma causa porque é boa, ela se põe ao lado do bem. Nesses casos, o fundamento da ação é moral, serve-se ao bem e, portanto, o conceito de lealdade é redundante. E por isso, “pode-se dizer com justiça, portanto, que sempre que se alega a virtude da lealdade como causa original ou fundamento para a ação, temos fortes razões para suspeitar que se procura apoio para uma causa má, não existindo, por isso, necessidade de uma pseudolealdade se servimos a valores genuínos de maneira adequada.

***
Valmir Nascimento edita o blog Como Viveremos

Vi no:http://www.pulpitocristao.com/2014/03/pseudolealdade-e-neoidolatria-evangelica.html#.UxzX3z9dUYM


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

segunda-feira, 3 de março de 2014

A Igreja Primitiva era Comunista?

A igreja primitiva era comunista?

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Por Frank Brito


Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade”. (Atos 4:33-35)

Aqui somos informados que, entre os cristãos de Jerusalém, “todos os que possuíam terras ou casas” as vendiam, depositavam o valor “aos pés dos Apóstolos” e que estes, por sua vez, repartiam com os necessitados. Comunistas e socialistas frequentemente citam estes versos para justificar a abolição ou relativização do direito a propriedade privada. Como demonstraremos neste artigo, esta conclusão é absolutamente errada.

“Não estava o preço em teu poder?”

Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e levando a outra parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5:1-4)

S. Pedro, por uma revelação extraordinária do Espírito, ficou sabendo que Ananias, marido de Safira, estava mentindo sobre a doação. Aqui é muito importante entender qual exatamente foi a crítica do Espírito, por meio do Apóstolo: “Não mentiste aos homens, mas a Deus. O pecado de Ananias, então, foi contra o nono mandamento, “Não dirás falso testemunho”. No contexto, “todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos” (At 4:34). Ananias disse estar fazendo o mesmo, mas na realidade “reteve parte do preço” (At 5:2). E, segundo as claras palavras do Apóstolo Pedro, ele não tinha qualquer obrigação de doar nada: “Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder?” (At 5:4). Com estas palavras S. Pedro defende o direito a propriedade privada. Ele argumentou que Ananias não tinha qualquer necessidade de mentir porque antes de vender, aquela propriedade pertencia a ele depois de vender o valor da venda continuava estando sob seu poder. Ou seja, ele poderia simplesmente não vender e não doar, caso quisesse. Todavia, ele preferiu mentir sobre a doação, com o objetivo de ser glorificado e exaltado pelos homens. Safira, sua esposa, era cúmplice da mentira:

E perguntou-lhe Pedro: Dize-me vendestes por tanto aquele terreno? E ela respondeu: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que combinastes entre vós provar o Espírito do Senhor?” (Atos 5:8-9)

Sendo assim, não é verdade, como muitos comunistas e socialistas acreditam, que a Igreja Primitiva aboliu ou relativizou o direito a propriedade privada. Pelo contrário, o direito foi abertamente confirmado e defendido por S. Pedro quando ele repreendeu Ananias.

“Não passará esta geração”

Mas ainda precisamos responder uma segunda questão: se os cristãos de Jerusalém não tinham a obrigação moral de fazer essas doações, se as doações eram voluntárias, por que então faziam? Qual era a motivação? A acusação que os judeus levantaram contra o diácono Estevão pode nos ajudar a entender:

Levantaram-se, porém, alguns que eram da sinagoga chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos, dos da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão; e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Então subornaram uns homens para que dissessem: Temo-lo ouvido proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. Assim excitaram o povo, os anciãos, e os escribas; e investindo contra ele, o arrebataram e o levaram ao sinédrio; e apresentaram falsas testemunhas que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras contra este santo lugar e contra a Lei; porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu. Então todos os que estavam assentados no sinédrio, fitando os olhos nele, viram o seu rosto como de um anjo”. (Atos 6:9-15)

Evidentemente, as acusações eram falsas. De maneira alguma Estevão tinha blasfemado contra Deus ou Moisés. Todavia, é importante entender que tais falsas acusações eram uma versão distorcida da verdade: “Nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. Uma acusação parecida havia sido feita contra o próprio Cristo em seu julgamento:

Levantaram-se por fim alguns que depunham falsamente contra ele, dizendo: Nós o ouvimos dizer: Eu destruirei este santuário, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. (Marcos 14:57-58)

Cristo de fato havia profetizado a destruição de Jerusalém e do santuário:

Ora, Jesus, tendo saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos, para lhe mostrarem os edifícios do templo. Mas ele lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. (Mateus 24:1-2)

Ai de vós! porque edificais os túmulos dos profetas, e vossos pais os mataram. Assim sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais; porquanto eles os mataram, e vós lhes edificais os túmulos. Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; para que a esta geração se peçam contas do sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; desde o sangue de Abel, até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário; sim, eu vos digo, a esta geração se pedirão contas. (Lucas 11:47-51)

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste! Eis aí, abandonada vos é a vossa casa. E eu vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”. (Lucas 13:34-35)

E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação. (Lucas 19:41-44)

E falando-lhe alguns a respeito do templo, como estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse ele: Quanto a isto que vedes, dias virão em que não se deixará aqui pedra sobre pedra, que não seja derribada. (Lucas 21:5-6)

Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! porque haverá grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos. (Lucas 21:20-24)

Ou seja, em Seu ministério público, Cristo deixou claro que, ainda naquela geração, Jerusalém e o templo seriam destruídos por Deus. Isso se cumpriu poucas décadas depois na Guerra Judaico-Romana. E segundo Jesus, quando isso começasse a se cumprir, a situação ficaria tão feia que, em meio a fuga, não haveria nem sequer tempo para salvar os próprios bens dentro de casa ou para buscar a própria capa: “Quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa, e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa. Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!” (Mt 24:17-20) Essa profecia continuou a ser anunciada pela Igreja e essa era a base das acusações dos judeus contra Estevão: “Nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar…

Tendo isso entendido, é preciso responder uma pergunta crucial:

Se Jesus tivesse dito o mesmo sobre o Brasil, que ele seria destruído, não daqui a muitas gerações, mas a qualquer momento ainda em sua geração, você continuaria a planejar seu futuro aqui? Você planejaria comprar terras ou casas aqui? E com os bens que você já tem, o que você faria?

Isso explica a decisão dos cristãos de Jerusalém: “todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as…” (At 4:34). Somente quem não cresse em Jesus faria diferente. De que me serviria terras e casas em uma cidade que a qualquer momento ficaria “desolada” (Lc 21:20)? Isso explica também porque as outras igrejas, fora de Jerusalém, não faziam o mesmo.

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Vi no:http://bereianos.blogspot.com.br/2014/03/a-igreja-primitiva-era-comunista.html#.UxUSzuNdUwM

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

sábado, 1 de março de 2014

Idolatria sem Limites!

Idolatria sem limites: Fiéis disputam em leilão as roupas usadas do patriarca Terra Nova e anseiam por unções especiais



O MIR 12 está organizando evento internacional e o ponto alto do espetáculo, como de hábito, envolverá a prestação de algum tipo de honra e culto ao "senhor e salvador" destas almas perdidas, sua santidade patriarcal: Rene Terra Nova. A seguir, duas recentes postagens  do papa gospel na rede social  Instagram:

reneterranova Olha que Maravilha: Óculos de Grife tanto de lentes e escuros. Ternos ungidíssimos, todos de Grife; Camisas Sociais e Esportes todas de Grife, Sapatos Italianos e de Grife, Gravatas com Cristais, originais! Cintos de Grife, Jóias e outros itens. Abrir com alegria o meu tesouro particular!! Se fosse fazer gosto, esses itens não saiam da minha casa, pois os discípulos já queriam pegar! Kkk, mas eu disse que precisamos dar oportunidades para nossas ovelhas e discípulos que se farão presentes no congresso. Você quer???




Em uma denominação dita cristã baseada na heresia do movimento apostólico e na abominação celular e onde há muitos líderes dispostos a beijar os pés do dono da igreja (não o verdadeiro, mas o usurpador) não há mais o que comentar, tão somente afirmar: 


Estes são filhos de uma geração adultera e o Senhor irá lhes mostrar a Sua Ira! 






Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2014/03/idolatria-sem-limites-fieis-disputam-em.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cobertura Espiritual, Isso é Bíblico?

Por Thomas Magnum 

A cada dia o sincretismo religioso no meio evangélico fica mais absurdo e assustador. Porque muitas vezes o indivíduo não sabe onde está entrando, se num templo evangélico ou num centro espírita ou ainda num sei lá o que, que tem a palavra gospel no meio. Uma das mais novas modinhas doutrinárias das igrejas neopentecostais é a cobertura espiritual. Ou poderíamos chamar também como personal prophet. O crente agora tem um guru que vai guiar suas decisões e escolhas na vida, e nisso temos as mais absurdas colocações a ponto até de interferir na vida conjugal de um casal. Essa prática tem crescido muito em solo brasileiro, e vemos muitos grupos antes históricos no meio evangélico agora abraçarem cegamente o movimento da cobertura espiritual. 

Interessante ressaltar uma semelhança indissociável com os espíritos guias do espiritismo. O fiel vai comprar um carro, tem que perguntar ao seu líder, vai namorar, tem que ter autorização de seu líder, vai sair pra jantar com a esposa, tem que ter a aprovação de seu líder. E aí vemos um desenvolvimento herético de um tipo de cativeiro da vontade, exercido por parte de muitos líderes desses grupos que geralmente se subdividem em pequenos grupos ou células, como forma estratégica para manterem os membros sob o controle do líder maior. 

Um dia desses conversando com um rapaz de uma dessas igrejas, me pediu uma indicação de um bom livro teológico, ao lhe indicar, ele me disse que não podia ler aquele autor ou autores que não fossem Kenneth Hagin, Benny Hinn, T.L. Osborn, Rebecca Brown ou John Bevere que é o mais novo no ranking. Ou seja o rapaz foi proibido de ler algumas coisas que confrontem os ensinos de tais profetas do erro. 

Ao conviver com pessoas que saíram de grupos neopentecostais pela graça de Deus, pude constatar de perto, tais pessoas serem amaldiçoadas por seus antigos líderes, ficarem isoladas e abandonadas por antigos amigos que ainda pertencem ao grupo. Ao sair de tais grupos existe realmente um impacto psicológico e emocional, que é uma característica de seitas heréticas, que excluem e desprezam e muitas vezes perseguem antigos membros do grupo, causando um dano emocional reparado somente pela misericórdia e graça de Deus. 

O controle mental impulsona tais pessoas a fazerem e viverem dessa forma, em conformidade com esse evangelho malfazejo e maldito (Gálatas 1.8). Devemos avaliar qualquer ensino religioso com a palavra de Deus, vejamos: 

- A Bíblia diz que o Espirito Santo é nosso guia. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. João 16:13 - Nos diz que o próprio Deus guia seu povo. Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho. Salmos 25:9 

- Que os filhos de Deus tem o Espírito de Deus. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Romanos 8:14 

- Que a palavra de Deus deve ser nosso guia. Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros. Salmos 119:24 

É claro que não há pecado algum em sermos aconselhados, porque a Bíblia nos recomenda isso. Mas, vejamos uma advertência Bíblica sobre o domínio do povo de Deus: 

"Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho." I Pedro 5:2-3. 

Temos realmente um crescimento de uma terapia espiritual multifacetada por idiotices e ridicularizações do intelecto humano. Deus nos dotou de racionalidade para julgarmos nossas decisões e exercermos senso crítico em nosso andar diário. Devido a essa idiotização coletiva vivemos nessa neurose religiosa que está muito distante da santa palavra de Deus.

O líder cristão deve ser usado por Deus para instruir seu povo em amor e exemplo, não por domínio. Voltemos ao Evangelho Cristocêntrico, mas uma vez o movimento neopentecostal descentraliza Cristo e exalta uma religião humana, antropocêntrica, egocêntrica, hedonista e sincrética. Que Deus nos guarde e nos ajude a propagarmos o verdadeiro e puro evangelho de Cristo. 

 *** 

Sobre o autor: Thomas Magnum é formado em teologia e graduando em jornalismo, pesquisador na área de religiosidade brasileira, é casado a oito anos com Kelly Gleyssy e mora em Recife. Fonte: Bereianos. Divulgação: Púlpito Cristão.
Vi no:http://www.pulpitocristao.com/2014/02/cobertura-espiritual-isso-e-biblico.html#.UwvTMeNdUYM

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