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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ego e Egoísmo!


"A noção de ego é positiva, o egoísmo é que é negativo. Se cada um de nós estivermos presentes no nosso ego, eu, alma e espírito, então todos olharemos uns para os dentro dos outros e não será uma invasão, será condição natural."

Fonte: SANTOS, Wilson dos
                 E Se Fosse Comigo?/Wilson dos Santos. Campo Grande,MS: Zap Book, 2014, pág.87.

No capítulo 17 da obra acima citada o autor nos mostra no desenrolar de uma história, que não podemos deixar de diferenciar "ego" de "egoísmo", pois o ego trata de nosso "eu", ligado às 3 formas: corpo, alma e espírito, e cada um de nós tem de conhecer o seu próprio ser em todas essas dimensões, para o melhor entendimento sobre a integração delas, em busca da análise de nossa identidade que é única.
O "ego" nos leva à uma ideia de preservação e continuidade além de fazer olhar nosso próximo, não com a ideia de localidade (longe ou perto) mas, sim de igualdade, uma vez que o ser superior ou ser inferior é que aflige o ser humano e o desintegra como ser social.
O "egoísmo" por outro lado, é que faz com que cada um de nós se sinta ou superior ou inferior em relação ao próximo e este sentimento é enganoso e danoso, pois fará com que tenhamos atitudes que não condizem com pessoas dotadas de um sistema de raciocínio próprio do ser humano que além de complexo é perfeitamente harmônico quando o egoísmo é dominado pelo ego.
Então, pode-se afirmar que o entendimento sobre o funcionamento do ego nos dará toda a compreensão para não sermos egoístas, não que será fácil, mas apenas possível.

Márcio Mendes

quarta-feira, 26 de março de 2014

TESTE-DRIVE DE CRENTE: E SE ELE(A) NÃO FOR BOM/BOA DE CAMA?

TESTE-DRIVE DE CRENTE: E SE ELE(A) NÃO FOR BOM/BOA DE CAMA?


Dani Marques

Creio ser esta uma questão bastante relativa. Como você definiria um parceiro bom de cama? Um expert em preliminares? Um mestre em sexo selvagem? Uma garota sem pudores? É certo que para uns, um formato de sexo pode ser simplesmente extraordinário, mas para outros, igualmente repugnante. Para algumas mulheres, por exemplo, o "sexo selvagem" em posições e locais variados é a pedida certa, já para outras, qualquer movimento mais brusco pode sugerir desrespeito. Alguns homens, curtem mulheres mais ousadas e que assumem o comando da situação, mas outros, encaram esta atitude de forma negativa. Também conheço esposas que sonham com um vocabulário repleto e preliminares caprichadas. Por outro lado, já ouvi relatos de algumas esposas que dispensam o falatório e excesso de "mela-mela". Por isso digo que é impossível estabelecer uma regra de sexo ideal.

Algumas pessoas passam a vida inteira em busca do parceiro "bom de cama", pulando de relacionamento em relacionamento. Um verdadeiro test-drive sexual! Se o cara geme de um jeito engraçado na hora de gozar, não serve. Se ele tem o pênis pequeno ou grande demais, não serve. Se a mulher é muito fria, não serve. Se na hora do sexo ele tem dificuldades de encontrar a vagina da mulher em meio aos pelos, não serve... Já ouvi tantos testemunhos trágicos e relatos engraçados de experiências sexuais (dentro e fora do casamento), que poderia passar horas compartilhando com vocês. Mas creio que esta atitude não edificaria em nada a sua vida, por isso optei em dividir algo mais valioso:

O(a) parceiro(a) bom/boa de cama mesmo, é aquele(a) que te ama e faz de tudo para te ver feliz e satisfeito(a). O sexo pode até começar ruim, mas com o aumento da cumplicidade, intimidade e desejo de satisfazer, vai aos poucos se aperfeiçoando: se o cara geme de um jeito engraçado, a esposa se dispõe a dizer em amor que aquilo a incomoda; se o pênis dele é pequeno ou grande demais, eles vão se descobrindo e testando as posições que mais incomodam ou geram prazer; se a mulher é muito fria, o esposo tenta descobrir se existe algum medo ou trauma de infância e, em amor, a ajuda a superar, inclusive buscando o auxílio de profissionais especializados; se a vagina da esposa parece mais uma aranha caranguejeira, o marido aos poucos pode ir comunicando o quanto aquilo é broxante, e quais os tipos de depilação o agradariam mais, e se a esposa é sábia e busca demonstrar amor na mesma medida, vai "passar a faca" na mata atlântica com o maior prazer, pois o seu desejo está em satisfazer seu esposo. A intimidade sexual, inclusive através da conversa, fará toda a diferença.

Mas considero de extrema importância que alguns detalhes a respeito da sexualidade sejam conversados ainda no período de namoro/noivado. Por que? Para que surpresas como estas sejam evitadas: Homens loucos por sexo anal que farão de um tudo para satisfazer este desejo com suas esposas; Meninas que foram abusadas na infância ou que durante muitos anos escutaram de suas mães que o sexo era algo sujo, e por conta disso se tornaram resistentes ou frias na cama; Meninos que desde sua infância ou adolescência sentem atração por pessoas do mesmo sexo, mas que decidiram investir no casamento com a esperança de se verem livres deste desejo (que em 99% das vezes não some); Meninas que já transaram com um ou mais homens, inclusive com caras que nem lembram mais o nome... Enfim, conversem a respeito.

É certo também que, além da conversa, num relacionamento amoroso deve existir atração e desejo. Não se case com um homem ou mulher que não te atrai fisicamente. De duas uma: ou o casamento acabará em divórcio ou viverão um vida sexual frustrada. Se gosta dele apenas como amigo, então não se case.

Enfim, não existe uma fórmula e nem a necessidade de um test-drive sexual. Uma conversa franca e transparente é capaz de resolver muitas questões. Também não tenha medo de se frustrar na cama após o casamento, pois o sexo ideal não vem pronto, ele é construído, e este é um processo que deve durar uma vida inteira. O tempo será o seu maior aliado! Depois de vinte anos de casados, sua intimidade e cumplicidade vai estar 365 x 20 vezes maior e melhor, e a probabilidade de estarem desfrutando de um sexo 365 x 20 vezes melhor, é muito grande. O marido que ama e respeita sua esposa, estará atento às suas necessidades e empenhado em supri-las (e vice-versa). Por isso, não se preocupe em encontrar um parceiro bom de cama, pois num casamento onde as duas partes entenderam o que é viver o amor decidido, o sexo ideal será construído em conjunto, e ao final da vida, terão o privilégio de olhar pra traz e visualizar, em meio aos erros e acertos, a linda história que escreveram juntos, inclusive na área sexual.

O mundo nos oferece centenas de fórmulas de como encontrar o parceiro ideal quando se trata de sexo. O google e revistas femininas que o digam! Mas o que está sendo oferecido é superficial demais, sem profundidade alguma. Pode até satisfazer sua carne, mas deixará sua alma vazia. Quer um conselho? Busque respostas naquilo que tem conteúdo e é capaz de trabalhar o seu caráter e te transformar num ser humano melhor.


Dani Marques é colaboradora do Genizah


Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2014/03/teste-drive-de-crente-e-se-elea-nao-for.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Depressão - Uma Morte Viva!

Depressão - Uma morte viva



Depressão é uma palavra no singular, mas que designa uma série de quadros. Há a depressão leve, a moderada e a chamada grave, ou severa. Há também as depressões que estão relacionadas ao jeito de ser da pessoa. Elas existem, mas não são acontecimentos externos que as desencadeiam – são processos que surgem de dentro para fora. E ainda há as depressões que nem deveriam merecer o nome, já que são reações de tristeza e desencanto por perdas naturais na vida; o desemprego, a saída de um filho de casa, as mudanças de qualquer tipo, a chegada da velhice ou uma doença. Melhor dizendo, tais tipos de quadros merecem mais o nome de "sintomas depressivos", necessários para a elaboração do que se foi e a adaptação à nova realidade.

Depressão é um assunto praticamente inesgotável. Muito já foi dito escrito e descrito sobre ela, e ainda há muito para ser descoberto. Mais dois aspectos existentes em quase todos os tipos de depressão podem ser considerados positivos. O primeiro é a possibilidade de uma reviravolta na vida. Isto é, a depressão é um alerta de que a forma como a vida acontece já não é mais possível. É como uma luz no painel da existência, indicando que, se providências não forem tomadas, a vida do indivíduo entrará em pane total. Vários fatores podem interferir e provocar um estado de depressão grave, no qual a pessoa perde totalmente o ânimo. O mundo vira todo colorido de cinza; os projetos futuros desaparecem; o sono e o apetite se alteram, a realidade fica distorcida. A disposição e a vontade para atividades sociais somem por completo. Se é que ainda existe algum alivio nesse quadro, este se dá no isolamento e na solidão – e o desejo de morrer é uma realidade constante. É por essa razão que chamo a depressão de "morte viva": há na depressão um gosto de morte, sim, ou porque alguma morte já ocorreu ou porque algum tipo de ruptura precisa ocorrer, para que a pessoa possa viver melhor trilhando novos caminhos.

Até Cristo Jesus experimentou tristeza profunda no Jardim do Getsêmani

O segundo sinal positivo na depressão é que, junto com o inferno que, muitas vezes, é experimentado, há também aspectos positivos a serem adquiridos enquanto se mergulha na noite escura da vida, como se refere São João da Cruz. Lembro-me de uma mulher de 35 anos que acompanhei num período de depressão profunda, durante quase seis meses. Ela podia contar com um marido e com amigos que lhe deram todo o suporte durante o período em que não via razões para continuar viva; e também com um médico, que tratou dela de forma que tivesse condições para rever sua própria vida enquanto enfrentava as trevas da depressão. Quando, finalmente, superou aquela crise, ela concluiu que a agonia profunda que experimentou fez dela um ser humano mais acolhedor e compreensivo para com as pessoas, principalmente diante daquelas que apresentam tristeza, desânimo e vontade de desistir. "Hoje, sou mais amorosa e paciente. É como se o meu espaço interior tivesse se alargado para acolher as pessoas que sofrem", constatou ela.

As depressões requerem cuidados e atenção; e, na maioria das vezes, medicação adequada pode ajudar em muito. Mas não se pode esquecer que tais situações também cooperam com o amadurecimento e o crescimento, tanto emocional como espiritual. Elias, o profeta, é um bom exemplo disso. Ele experimentou na própria pele um estado com todos os sintomas de uma depressão grave. Deus não o condenou; pelo contrário, quando ele fugia com medo de ser assassinado pela rainha Jezabel, milagres aconteceram na sua vida. Enquanto ele só dormia, a Bíblia diz que um anjo lhe trouxe comida, para que tivesse forças para caminhar até o Horebe. Naquele monte, Deus se manifestou a ele através de uma brisa suave. Elias, então, se apresenta e Deus lhe fala de forma acolhedora e amorosa, esclarecendo que ele tinha tarefas importantes para executar e que não estava sozinho: havia 7 sete mil pessoas que criam como ele e com as quais poderia conviver.

Até Cristo Jesus experimentou uma tristeza profunda no Jardim do Getsêmani, sentimento tão intenso que o próprio Filho de Deus o definiu como "tristeza de morte". Mas foi assumindo aquela tristeza que ele tomou a decisão final de derramar vida a todos nós, através de sua morte na cruz. Pois que tanto Elias como Cristo sejam nossos estímulos para que, caso a depressão chegue a nós, não caiamos na desesperança!


http://www.cristianismohoje.com.br/



Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2014/01/depressao-uma-morte-viva.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A PESCARIA DOS VENDILHÕES DA FÉ!

A PESCARIA DOS VENDILHÕES DA FÉ



Depois de mais uma pescaria daquelas de fim de tarde, em que a gente vai mais interessado na atividade e relaxamento do que no próprio peixe, voltando pra casa, pensei nas igrejas evangélicas que um dia houveram naquele caminho (e lembro-me de pelo menos quatro). Observei que hoje não há mais nenhuma sequer. Fiquei pensando: onde estaria essa gente? Para onde foram seus pastores? Quantos encontraram outra igreja? Quantos voltaram para a igreja Católica? Quantos, desiludidos, abandonaram a fé? Quantos tiveram sua fé corrompida e depois foram abandonados por mercenários que se intitulavam missionários?

Como eu que buscava naquela pescaria a minha própria satisfação, alguns, não poucos, buscaram naquele vilarejo a satisfação de seu brio religioso. Lançaram suas redes tecidas com linhas de um evangelho estranho, baseado no que chamam de dom de revelação, visão do Espírito, profecias e outros recursos que realmente beiram a loucura (eu disse ‘beiram’ para ser gentil). Suas interpretações bíblicas são outro artifício maligno, sem contexto histórico, textual, nem mesmo gramatical, visam unicamente apregoar o velho anti-catolicismo, convencendo os católicos de que estão todos perdidos e que devem se converter à nova igreja. Dessa forma, arrebatam para si as ovelhas de quem tosquiarão até a última lã. Depois disso, lã tosquiada, fé corrompida, família dividida, escândalo deflagrado, máscara caída, dízimos recolhidos, é fim da tarde, recolher as redes, buscar outros mares. Eu disse mares? Imagine! Pescadores de fim de tarde não buscam mares, buscam açudes, quanto menor melhor, onde o peixe já foi bem tratado pelos criadores e não têm para onde correr.

O Evangelho não é uma teia de argumentos para convencer alguém de sua razão, muito menos para satisfazer o desejo de seres que querem ser seguidos por alguém; também não é uma forma de dominação, nem uma ação circunstancial e momentânea. Ele é antes, bem antes, o amor que nos compromete na caminhada constante e eterna pela paz entre os divergentes, unidade na diversidade, justiça social, preservação ambiental e co-responsabilidade humana.

Já disse Jesus: Se alguém pretende construir uma torre, veja antes se tem recursos para concluí-la. Infelizmente, esses falsos pastores não estão preocupados com o que será das ovelhas que nem são suas. Só querem saber de seu prazer, sua glória, sua demonstração de poder e assim serem vistos como “servos do Altíssimo”. Se depois não der certo, problema de quem fica. Como eu sei que novas igrejas, ou diria, torres malacabadas (sic) continuarão à surgir, resta-me o recurso de dizer a você que não seja mais uma vítima desses mercenários. O mundo precisa de conversões, sim! Conversões que manifestem mudança de atitude, não de religião.



Julio Zamparetti colabora com o Genizah


Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2014/01/a-pescaria-dos-vendilhoes-da-fe.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Escandalizar é um prazer para você?

Escandalizar é um prazer para você?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Peça provocativa :
"Luteranos: tão ruim para vocês, batistas!"
A liberdade cristã é uma dádiva da graça preciosa e misericordiosa de Jesus Cristo. O legalismo é uma praga destruidora , pois tira a cruz de Cristo e coloca o próprio fardo humano como salvífico. Nenhum cristão pode ser legalista, mas todo cristão tem o dever de exercer a liberdade com sabedoria.

Por que escrevo isso? Percebo na atual conjuntura evangélica um prazer por “escandalizar” crentes mais legalistas. Alguns jogam a nossa preciosa liberdade cristã no enfrentamento aos ultraconservadores.  É o prazer em si de arrepiar mentes mais sensíveis. Ora, tudo isso vai contra o espírito do Novo Testamento (leia especialmente Romanos 14 e I Coríntios 8). 

Por exemplo, se na minha liberdade vou a um show dito “secular", ora, por qual razão preciso anunciar tal fato a todos? É como se eu quisesse provocar os mais “fracos” em um espetáculo que alguns crentes acham como atitude pecaminosa. É uma satisfação meio mórbida. Se, ainda, na minha liberdade bebo bebidas alcoólicas, por que vou convidar outro a beber comigo se sei que esse cristão se escandalizaria com isso? 

Não estou dizendo com isso que eu não posso conscientizar as mentes legalistas do seu próprio legalismo, mas isso se dá com ensino paciente e persistente. Não é simplesmente com o choque, o escândalo, o prazer em arrepiar os outros. Ora, vamos lembrar que Cristo também morreu pelos legalistas. A liberdade é boa, mas usada de qualquer maneira é apenas mais uma forma de vaidade.

E será que eu estaria disposto a renunciar a minha própria liberdade em amor ao irmão mais "fraco"?


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Criança transgênero? Pare o mundo, quero descer!

Criança transgênero? Pare o mundo, quero descer!


Li, há poucos dias — estarrecido —, a notícia (dada com muito destaque pelo portal UOL) a respeito de uma criança argentina de apenas 6 anos cujos pais conseguiram "mudar" seu sexo. O desejo do garoto foi prontamente atendido pela mãe e acatado pelas autoridades de Buenos Aires. Manuel, aos 4 anos, resolveu que deveria ser uma menina, e sua mãe, então, passou a chamá-lo de Luana ou Lulu.


O site UOL apresenta o acontecimento como uma grande conquista e afirma: "Os pais da garotinha argentina conseguiram autorização do governo de Buenos Aires para que a filha trocasse sua identidade no DNI, o RG da Argentina. Ela será a primeira criança transgênero a obter esse feito no país". Wow!

Mas o trecho da reportagem mais estarrecedor é este: "Foi assistindo a um programa de TV sobre uma menina transgênero que Gabriela [mãe do menino Manuel] diz ter compreendido o que se passava com a filha e buscou ajuda. 'Ao aceitar que meu filho não era o filho que eu dei à luz, mas sim uma menina, aceitei sua identidade e me coloquei ao seu lado', disse a mãe de Lulu".

Diante do meu estarrecimento, alguém poderá dizer que sou fundamentalista, preconceituoso ou homofóbico. Mas, responda-me, por favor: Que maturidade tem uma criança de 4 anos para decidir que, a despeito de ter nascido fisiologicamente homem, é uma mulher? Pelo amor de Deus, onde está o bom senso e a inteligência dessa gente?! Afinal, sabemos que um infante é facilmente manipulável — como se fosse barro ou massa de moldar — e pode ser convencido de qualquer coisa, sobretudo se tiver apoio dos pais.

Segundo a Bíblia — sim, a Bíblia, que muitos desprezam e zombam dela sem nunca a terem lido —, cabe aos pais, se estes tiverem juízo, ensinar o menino no caminho em que deve andar (cf. Provérbios 22.6). No caso em apreço, é evidente que os pais são os responsáveis pela "mudança" de sexo do garoto Manuel. E é lamentável que a grande mídia aplauda essa conduta. #ProntoFalei, quer gostem, quer não gostem.

Ciro Sanches Zibordi

Fonte:http://cirozibordi.blogspot.com.br/2013/09/crianca-transgenero-pare-o-mundo-quero.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Prisões que não Possuem Grades!

Prisões que não Possuem Grades




Carlos Moreira


“Memórias do Cárcere” é uma obra póstuma de Graciliano Ramos publicada em 1953. Preso na época do “Estado Novo” sob a falsa acusação de ligação com o Partido Comunista, o escritor foi deportado para o Rio de Janeiro, onde permaneceu encarcerado por cerca de dois anos. 


No livro, Graciliano se ocupou em tornar público, “depois de muita hesitação”, acontecimentos da vida na prisão. Escrito dez anos após sua libertação, trás em si uma narrativa amarga, não obstante verdadeira. “Quem dormiu no chão deve lembra-se disto... Escreverá talvez asperezas, mas é delas que a vida é feita: inútil negá-las, contorná-las, envolvê-las em gaze” 

Já li comentários de que pessoas que foram presas, sobretudo injustamente, jamais voltam a ser as mesmas. O cerceamento da liberdade trás impactos tão violentos a psique que o indivíduo não consegue mais se reencontrar com sua essência, impõe-se a um auto-exílio rumo aos porões do ser, acaba soterrado sob densas camadas de sombras e silêncios.

Eu sei que há prisões que possuem grades, e destas é muito difícil escapar. Mas há outros tipos de prisões, que vão para além de impor ao corpo a reclusão ao cubículo ao qual foi confinado. Sim, estas masmorras são imateriais, sem grades, sem paredes, são calabouços que aprisionam não só à vontade, o desejo de liberdade, mas o ser, a alma, a consciência, a paixão e os sonhos.  

É fato que tenho encontrado, no chão da vida, muitas pessoas aprisionadas em tais “labirintos”. É gente que, sem perceber, tornou-se refém de circunstâncias, medos, traumas, sofismas, projeções, “carmas”, manipulações, culpas, vícios psicológicos, e toda sorte de situação que produz auto-engano e que acaba dando forma a uma imagem distorcida de si mesmo, a qual, projetada na “tela da existência”, reproduz um holograma monstrificado de quem enganosamente se pensa ser.

Em meus aconselhamentos pastorais, tenho me deparado com pessoas vivenciando tais dinâmicas. É gente que se tornou refém de marido, de mulher, de sogra, de filhos, tudo pelo estabelecimento de vínculos afetivos adoecidos, que acabam dando ao outro uma espécie de “licença para matar”, e, por assim dizer, produzem, pela via da culpa e do medo, todo tipo de escravidão e subserviência.

Há aqueles que estão presos a fatalismos e determinismos infundados, não raro fruto de comentários maldosos e recorrentes feitos por pessoas próximas, muitos dos quais se enraizaram na “alma” desde a infância. É gente que se sente “assombrada” por um “carma”, conduzida inexoravelmente por um trilho de onde não se pode sair, fadada a parar sempre na mesma “estação”, seguir sempre pelo mesmo caminho.

Também é comum encontrar os que se viciaram psicologicamente no fracasso, que sentem prazer na perda, no sonho frustrado, nas impossibilidades. Trata-se da negatividade alçada ao platô mais profundo do ser, gente cinzenta, sombria, que vive de olhar pelo “retrovisor”, lamentando pelo que passou, ansiando pelo que poderia ter sido, mas não foi...

Não menos danoso é o grupo dos que passaram a viver de uma espécie de “ração”, que esmolam da vida, se acomodaram em ser o que não são, estagnaram a consciência e amordaçaram o pensamento. Pessoas assim deixaram de acreditar no novo, na mudança, em possibilidades outras. Elas se acostumaram à mesmice, ao banal, ao trivial, seguem o fluxo, o curso, a rotina. Estão mortas, mas ainda não foram sepultadas, existem sem ser, sem saber vão, de arrastão em arrastão, vivem de “migalha de pão”, dos restos do ontem e dos fragmentos do hoje.

Finalmente, mas não menos triste, há os que adoeceram ao ponto de dependerem de medicação para viver, os chamados psicotrópicos, os quais se aplicam a distúrbios e doenças tais como ansiedade, depressão nervosa, distúrbio bipolar, psicose, pânico, dentre outras. Neste estágio há muita dor e desânimo, pois além dos sintomas próprios de cada doença, ainda há os efeitos colaterais dos remédios, tão diversos quanto possamos imaginar. Eles, sem pedir permissão, mudam as pessoas: alteram o olhar, o sorriso, os gestos, gostos, apetites e vontades.

Seria pieguismo e irresponsabilidade de minha parte dizer para você que a solução para todas estas coisas está na religião. Tolice afirmar que apenas reunião de oração, jejum e leitura da bíblia vão resolver o problema. Muito menos bizarrices do tipo: sessão do descarrego, culto de “libertação”, de “unção”, do "desencapetamento" total e outras mandingas do meio “evangélico” vão "liberar a benção". Estas reuniões estão mais para seções espíritas e são destinadas a curar todo e qualquer problema como fossem a “Água Rabelo”, um antigo remédio que se usava para tratar desde verminose até tuberculose. Não, eu não creio que seja assim.

Mas acredito que a cura passa pela experimentação da verdade, ou, como disse Tolstoi: “não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma conseqüência”. Eu creio que a maior parte dos problemas e dores humanas estão associados a não percepção da Verdade, e aqui afirmo Verdade não como paradigma existencial, mas como Caminho a ser caminhado, como experimentação de valores e princípios que mudam o ser, de dentro para fora, aos poucos, pela via da pacificação produzida pela Graça, em Fé e através do Amor, pela ação do Espírito Santo que é capaz de realizar aquilo que nada nem ninguém pode fazer em definitivo: sarar a alma! Sim, pois como disse Jesus: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Estou convencido de que há prisões que não possuem grades, mas que aprisionam muito mais do que aquelas que prendem os indivíduos, posto que é mais fácil libertar o corpo do que a alma. Como disse em texto recente “...eu não sei qual foi a porta que eu abri mas, quando dei por mim, já estava aqui! Curioso, também, é que eu não sei como sair; as portas daqui só possuem maçanetas pelo lado de fora! Aqui é todo canto e lugar nenhum”.

Gostaria de te ver livre desta prisão, destas amarras que prendem tua mente, tua alma, teu ser. Sei que só Deus pode te livrar disto tudo, mas esta experiência tem de ser vivida por cada um, a seu tempo e do seu próprio modo. Fiques, então, com o que escreveu Clarice Lispector: “liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

Carlos Moreira é coeditor do Genizah


Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2012/05/prisoes-que-nao-possuem-grades.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

EDIVAN, O MENDIGO!

EDIVAN, O MENDIGO

Fabrício Cunha

Morreu o Edivan.

Ninguém sabe quem ele é.

Ninguém sabia quem era o Galdino, que também morreu.

Só os descobrimos porque morreram.

Morreram queimados.

Galdino, pelo capitalismo idiota, que produz jovens sem sentido ou significado de vida. Que se divertem brincando com a vida do outro, fazendo-a de palco para uma (des)graça privada ao custou da vida de um “ninguém”.

O outro, pela submissão imposta pela pobreza, pelo desabrigo, pelo desalento, pela falta de respeito para com o bem máximo da existência, a vida.

Morreram dormindo.

Algumas coisas igualam os seres humanos. A dor, a fome, o frio, o cansaço, o sono. Seja numa cama imperial ou num papelão num banco, dormimos.

O sono é o momento mais desarmado de um ser humano. É quando estamos mais indefesos.

Matar enquanto se dorme é a atitude mais covarde possível. E queimados…

Os condenados pela morte de Galdino, quase não cumpriram pena. Não se sabe quem matou Edivan. E nossa semana seguirá quase que do mesmo jeito, afinal, quem morreu foi um morador de rua.

Mas, da terra, seu sangue clama junto com o sangue de um sem número de gente que não existe mais por conta desse inaceitável desrespeito com a vida.

Nada é mais violento do que interromper a possibilidade do “ser” e do “tornar-se”, seja o que for.

Edivan e Galdino são conhecidos hoje pelo que não se tornaram e pelo que não foram…

Era melhor que continuassem “desconhecidos”.







Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2013/08/edivan-o-mendigo.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Uma Palavra Sobre Perdão!

Uma palavra sobre perdão

Alan Brizotti


A interpretação rabínica leva o mandamento “Não Matarás” (Dt. 5. 17) a uma dimensão profunda, que vai muito além do fato óbvio de não cometer algum assassinato. Os rabinos afirmam: “Não negarás ao outro o direito de existir em tua vida” – perdoe! É o mandamento do perdão.

O famoso filme “Love Story”, de Arthur Miller, popularizou uma frase infeliz: “Amar é não ter de pedir perdão”. Mas a celebração do evangelho nas almas livres dos cárceres da culpa e da vingança, curiosamente vai na direção oposta: quanto mais amamos, mais temos a sensibilidade de pedir e dar o perdão.

O perdão nos liberta das amarras do ressentimento que, literalmente, significa “sentir de novo”. O perdão nos liberta da compulsão da repetição. Alguém disse que “guardar ressentimentos equivale a ingerir veneno esperando que aquele que nos ofendeu morra”. Philip Yancey disse “que o próprio termo ‘perdoar’, em português, já contém a palavra ‘doar’”.

O evangelho simples da graça é todo feito com perdão – do início ao fim. No original grego, a palavra mais usada para perdão significa, literalmente, “soltar, jogar para longe, libertar-se”. A alma livre, se mantém em liberdade aprendendo a jogar para fora futuras frustrações.

Um rabino que foi morar nos Estados Unidos saindo dos campos de concentração nazistas, disse: “Antes de vir para a América, precisei perdoar Adolf Hitler. Eu não queria trazer Hitler dentro de mim para meu novo país”. Como dizia o teólogo Paul Tillich: “O perdão é o ato de lembrar o passado para que ele possa ser esquecido”.

Perdoe. Liberte-se. Viva!


Brizotti é companheiro de subversão do Genizah




Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2013/08/uma-palavra-sobre-perdao.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fora da BELEZA não há SALVAÇÃO!

Fora da BELEZA não há SALVAÇÃO!



“A beleza salvará o mundo.” Fiodor Dostoievski

“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...” Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Por Hermes C. Fernandes

“Pela beleza sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2:8). Soou estranho pra você, não? O correto não seria “pela graça sois salvos…”? Pois é, pois é, pois é…  Permita-me explicar: A palavra grega traduzida por “graça” no Novo Testamento é charis, equivalente ao vocábulo hebraico chen, encontrado no Antigo Testamento. O conceito por trás desta palavra é riquíssimo, e geralmente tem sido definido como “favor imerecido”. Apesar de correta, esta definição não dá conta de encerrar todo o seu sentido. Do ponto de vista ético, graça é sinônimo de gratuidade pura. Deus resolveu tratar-nos da maneira como não merecemos, sem exigir absolutamente nada em troca. Em resposta à Sua iniciativa, fazemos da gratidão nossa motivação e base de nosso relacionamento com Ele. Toda a ética cristã jorra daí. Qualquer bem que façamos não tem a pretensão de tornar-nos merecedores da salvação, mas tão-somente de demonstrar nossa gratidão por tão grande salvação. Em outras palavras, nossas boas obras não são a causa de nossa salvação, e sim a sua consequência natural. Evito pecar, não pra ser salvo, mas porque sou salvo. A salvação não é fruto dos esforços humanos. Não é conquista que se deva creditar aos homens. Ela é obra inteiramente de Deus. Ele entra com 100%. Isso não é belo? Percebe a poesia por trás desta preciosa doutrina?

Devo confessar que o que mais me atrai no Cristianismo é a sua poesia. Tudo soa tão belo, tão romântico, tão sedutor.  A etimologia da palavra "beleza" é Bet El za, que em hebraico quer dizer "Casa onde Deus se exibe" .Prescindir da beleza é tornar-se num religioso petrificado, feito mármore fria, desprovida de qualquer sinal de vida. Em vez de estética, nossa espiritualidade é estática, contrariando assim a célebre definição de Gotthold Lessing de que "a graça é a beleza em movimento".  Não se pode engessá-la, cristalizá-la, reduzi-la a um conceito teológico frio. Infelizmente, a teologia ocidental tornou-se tão racional, que perdemos de vista a beleza por trás de seus enunciados doutrinários. O aspecto ético deve fazer-se acompanhar do fator estético, sob pena de perder seu poder atrativo. O que é bom, também é belo. O profético também é poético.

Logo depois de afirmar que somos salvos pela graça, Paulo prossegue em seu raciocínio alegando que a salvação não poderia ser pelas obras, a fim de que não nos gloriássemos nisso. Se a salvação dependesse de nossas obras, logo teríamos razão para nos vangloriar, e isso retroalimentaria nosso orgulho, pai de todos  os pecados. Para que este ciclo fosse interrompido, a salvação teria que ser 0800. Em seguida, Paulo complementa: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). Neste trecho, a palavra traduzida por “feitura” (que lembra feiura, rs) é poiēma, que significa poema. Portanto, na mesma passagem em que Paulo diz que fomos salvos pela beleza da graça, ele também afirma que nossa vida é um poema composto por Deus. Cada estrofe deste poema já foi escrito muito antes de nascermos. Nossa existência terrena é apenas a declamação deste poema. Quanta beleza nesta afirmação, não acha? Foi com isso em vista que Davi declarou que todos os nossos dias foram escritos no livro de Deus, sem que nenhum deles existisse (Salmos 139).

A vida não é um acidente de percurso. As coisas que nos sucedem não são aleatórias, frutos do acaso. Somos a declamação do poema de Deus.

Definitivamente, somos salvos pela beleza. A fé, que opera em conjunto com o amor, oferece-nos os óculos bifocais pelos quais enxergamos a vida em todo seu esplendor.

O pecado furou nossos olhos. Cegos, tornamo-nos insensíveis à beleza da criação, e, por conseguinte, à beleza do Criador nela expressada. Na ânsia por beleza, auxiliados pela graça comum, os homens criaram as artes, na tentativa de enxergar alguma ordem no caos, e encontrar sentido para a vida.

Em cada traço esboçado numa tela, em cada nota musical de uma canção, em cada cena de uma peça teatral, em cada passo de dança, tentamos convencer-nos de que a vida é bela, e que vale a pena retratá-la em nossa arte.

A visão e a audição são os dois sentidos usados nesta busca por beleza. E quando a encontramos, sentimo-nos atraídos, ávidos por devorá-la. Às vezes cedemos às lágrimas, arrepiamos os pelos dos braços, sentimos o coração acelerar. A beleza nos soa como um irrecusável convite, a cheguemo-nos à sua fonte, e saciemo-nos por completo. A fonte de toda beleza é, coincidentemente, a fonte de todo o bem e de toda a verdade: DEUS, o supremo artista.

Davi, o habilidoso salmista, viu-se seduzido pela suprema beleza, e confessou:
“Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo.” Salmos 27:4
De todos os pedidos possíveis, Davi concentrou-se num único que verdadeiramente importava. Ele poderia ter pedido a derrota de seus inimigos, a prosperidade do seu reino, a estabilidade de sua coroa, mas em vez disso, ele pede para morar na casa do Senhor, lugar onde habita a beleza em sua plenitude. Um lugar de beleza encravado em um mundo repleto de feiura. Um lugar de harmonia num mundo onde impera o caos.
Onde seria esta “casa do Senhor” em que poderíamos embriagar-nos da Sua formosura? Qual o seu endereço? Seria algumas das suntuosas catedrais cujos endereços aparecem nos rodapés dos programas evangélicos que abundam em nossa TV? Absolutamente, não. Mesmo porque, Deus não habita em templos feitos por mãos. Será, então, que o google nos forneceria tal endereço? Tente e depois me diga. Certamente você se desapontará.

Se quisermos uma pista de onde podemos habita a beleza plena, devemos buscá-la nas Escrituras.
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”João 1:14
A Palavra Eterna, pela qual Deus fez todas as coisas, desceu de Sua glória e tornou-se carne e osso. A prosa divina fez-se poesia. Deus veio habitar conosco. Elegeu-nos como Seu novo endereço no Universo. Que os anjos atualizem os dados de sua agenda. Ele agora é um de nós, mora conosco, respira nosso ar, bebe nossa água, dorme nosso sono, e chega ao ponto de experimentar o auge da experiência humana: a morte. Pra isso, teve que esvaziar-Se das prerrogativas divinas, abdicar-Se do uso de Seus atributos, a fim de que Sua experiência humana fosse autêntica e não uma fraude. Apesar de vazio, apresentou-Se cheio de graça (beleza) e de verdade.

Cerca de 700 anos antes de Sua encarnação, Isaías anteviu Sua rejeição.
“Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:2-5
Mesmo cheio de “beleza e glória”(Is.4:2), fomos incapazes de enxergá-la N’Ele, e justamente por isso, não O desejamos. Nossa fome por beleza permanecia. Ele parecia incapaz de saciá-la. Nossos sentidos nos enganaram, pois o pecado os embotou. Rejeitamos a única esperança que nos restava. Desprezamos a última oferta feita pelos céus. Porém, Deus não desistiu de Sua obra. O poema composto na eternidade teria que ser declamado, nem que isso Lhe custasse a própria vida. E custou. Sua morte trouxe melodia ao Seu poema, tornando-o numa épica canção de amor.

Repare que em Apocalipse 4:11, os vinte quatro anciãos que cercavam o trono dizem “digno és, Senhor nosso Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existem e foram criadas”. Já no capítulo seguinte, quando Cristo Se apresenta como Aquele que poderia romper os selos que impediam que o Livro de Deus fosse aberto, lemos que esses mesmos seres “cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação” (Ap.5:9). Foi a Cruz que introduziu melodia ao poema. E há quem pense que a Cruz foi um improviso, uma espécie de plano B. A Criação é o poema. A Redenção é a canção. E o resultado final da obra é uma sinfonia. Duas peças musicais se fundem e formam o Grand Finalle. Foi isso que João viu e descreveu. Seres que tinham nas mãos as harpas de Deus, “cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus, todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos” (Ap.15:3-4).

Não há o que temer. A última estrofe da canção já foi composta. Todo joelho se dobrará. Toda consciência se renderá. Toda língua declarará seu amor ao Criador e Redentor de todas as coisas. A insinuante beleza revelada em Cristo prevalecerá. A injustiça, feiura e a mentira, serão vencidos pelo poder do bem, do belo e do verdadeiro. Preparado para o espetáculo?


Que o SENHOR tenha misericórida de nós! AMÉM!

terça-feira, 30 de julho de 2013

TÁ PENSANDO EM ABORTAR? POR FAVOR, ASSISTA ESSE VÍDEO

TÁ PENSANDO EM ABORTAR? POR FAVOR, ASSISTA ESSE VÍDEO

Por Renato Vargens

No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?" Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste". O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer". O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe".

Caro leitor, abortar é cometer assassinato. Por favor veja o vídeo abaixo e entenda de uma vez por todas que um embrião é uma vida e que nós não possuímos o direito de matá-lo.

Pense nisso!

Renato Vargens


terça-feira, 9 de julho de 2013

Um Cristão pode ser Cremado?

Um cristão pode ser cremado?

Hermes Fernandes



Em vinte e seis anos de ministério, esta semana foi a primeira vez que conduzi uma cerimônia fúnebre em que a pessoa falecida foi cremada. Domingo, depois do culto da manhã, eu e minha família, juntamente com com a família de nossa amada Terezinha Santana, fomos lançar suas cinzas ao mar, atendendo o pedido que fizera. Jamais esquecerei dos momentos de emoção que vivemos na Escola Naval, atrás da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Santos Dumont, de frente para o Pão de Açúcar.

Pouco antes da breve cerimônia de despedida, chamei a atenção de todos para a cicatriz geológica que há na montanha do Pão de Açúcar em forma de fênix, o pássaro mitológico que ressurge das cinzas. Eles não poderiam ter escolhido lugar melhor para depositar as cinzas de nossa amada e inesquecível irmã.

Lembro-me que anos atrás, perto de completar oitenta anos, Terezinha me procurou em meu gabinete para perguntar sobre a possibilidade de ser cremada. Segunda ela, este era um desejo que nutria desde a sua mocidade, mas que nunca tivera coragem de expressá-lo a ninguém, receosa de que fosse recriminada.

Orientei-a de acordo com a minha consciência em Cristo, afiançando-lhe de que não havia qualquer problema em optar pela cremação em vez de pelo sepultamento.

Ainda há muita resistência por parte dos cristãos e judeus com relação a esta prática considerada pagã. Quando morei nos Estados Unidos, conheci um advogado judeu muito rico que pediu para ser cremado. Depois de falecer, seu rabino tentou em vão dissuadir a família a atender o seu pedido.

Desde os primórdios, os judeus enterravam seus mortos diretamente na terra ou em túmulos de pedra. Alguns veem na palavra dada por Deus a Abraão uma espécie de mandamento para todos os que dele descendem: "E tu irás a teus pais em paz: em boa velhice será sepultado" (Gn.15:15). O próprio patriarca sepultou a Sara, sua mulher (Gn.23:19-20).

Ainda hoje, quando um judeu morre numa explosão de bomba, religiosos judeus ortodoxos reúnem cada pedaço encontrado para que seja sepultado.

De fato, não era costume entre os judeus cremar os corpos de seus familiares. Aliás, tal prática era vista com horror. Em Amós lemos que uma das transgressões cometidas pelos moabitas foi queimar os ossos do rei de Edom (Am.2:1). Convém lembrar, todavia, que o pecado não foi simplesmente o fato de queimar, mas de profanar seus restos mortais. Para aquela cultura, sepultar era sinônimo de honrar a memória. Queimar o cadáver era desonrar a sua memória. Trata-se, portanto, de uma questão cultural, semelhante à relacionada ao tamanho dos cabelos do homem e da mulher.

Há quem creia que para que a pessoa seja ressuscitada no último dia, ela terá que ter sido sepultada. Dá-se a impressão de que Deus dependa da preservação do DNA dos mortos para poder trazê-los de volta à vida. O que dizer dos que foram vítimas de explosões, de incêndio, de naufrágio?

Lemos em Apocalipse 20:13 que no último dia, o Dia do Juízo Final, o mar terá que devolver os mortos que nele foram lançados. Ora, se Deus é poderoso para extrair do mar corpos que se dissolveram, por que não seria capaz de trazer de volta os que foram consumidos pelo fogo? Ademais, muitos cristãos primitivos foram queimados vivos e suas cinzas espalhadas pelo vento.

Se você deseja ser cremado, sinta-se livre para isso. Não será isso que comprometerá o seu testemunho diante dos homens, tampouco a sua comunhão com Aquele que lhe criou. Seu corpo é templo do Espírito Santo enquanto está vivo. Depois de morto, para nada mais serve, a não ser esperar pela ressurreição, quando o receberemos glorificado e incorruptível.



Hermes Fernandes colabora com o  Genizah


Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2013/07/um-cristao-pode-ser-cremado.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Reflexões Oportunas para um Gigante que Acabou de Acordar!

REFLEXÕES OPORTUNAS PARA UM GIGANTE QUE ACABOU DE ACORDAR

ogiganteacordouPor Guilherme Barros

“QUANDO, PORÉM, VIER O QUE É PERFEITO, O QUE É IMPERFEITO DESAPARECERÁ (1 CORÍNTIOS 13.10)

Em meio a tantas manifestações no nosso País, surgem vários sociólogos para problematizar o que está acontecendo, filósofos para defender o livre pensamento, economistas para analisar a relação das manifestações com a crise econômica, e várias bandeiras são defendidas no meio destes movimentos. Devido a uma enorme diversidade de questões levantadas, há uma grande dificuldade para definir qual a proposta do movimento. Sabemos como começou. A primeira bandeira levantada foi a indignação com o aumento de 0,20 centavos na passagem dos ônibus. Porem hoje este movimento ganhou projeções muito maiores, e a passagem de ônibus já virou uma gota dentro de um oceano de reivindicações feitas por um povo incontrolável e indignado.
Ao analisar todo esse movimento, vejo que o clamor desses manifestantes, em minha opinião, é pela restauração e reestruturação da classe política, que segundo eles é o âmago do problema. Mas sendo sinceros com nós mesmos, vemos que os problemas éticos e morais em nossa sociedade não começam lá em Brasília, mas em nosso coração que na Bíblia é chamado de “Desesperadamente corrupto” (Jr 17.9). O gigante acordou, mas ainda precisa abrir os olhos e ver que a raiz do problema não está no governo, ou no próximo, mas em nós mesmos!
E para chegarmos a soluções práticas, precisamos identificar a raiz do problema. Se o problema está no governo atual, uma simples troca de poderes, e cassação de alguns políticos irá resolvê-lo. Mas nem eu, nem o povo acreditamos nesta utopia. Se o problema está no processo eleitoral viciado, que não apresenta como opções elegíveis os governantes que realmente governariam bem nosso País, podemos tentar forçar uma candidatura de um desses líderes de movimento nas próximas eleições e elegê-lo com nossos votos. Mas provavelmente isso é o que uma grande parte das pessoas que estão à frente das manifestações deseja, e ao assumirem o poder irão aderir ao sistema enganando todo o povo que o elegeu. (É válido lembrar-nos do Ex-presidente da República, e tudo o que ele defendia antes de assumir o poder). Se o problema está no sistema Democrático, podemos tentar um golpe de estado e eleger um governante do nosso povo. Mas isso já aconteceu, e não deu muito certo. (Digamos que a probabilidade deste representante se tornar um ditador tirano é de 99%).
Porém o problema está ao mesmo tempo em todas estas coisas. Como assim? O problema está intrínseco em todas as nossas ações, sistemas, pensamentos, decisões e etc. O nome desse problema é: PECADO! E identificar este problema nos traz uma nova visão de como resolvê-lo. Simplesmente não temos a condição em nós mesmos de solucionar esta questão. Não há sociólogos, filósofos, economistas, administradores, por mais eficientes que sejam, que possam solucionar o problema do pecado. Mas há alguém que pode, ou melhor, já o fez! O gigante acordou, mas antes de se levantar ele precisa se humilhar, cair de boca no pó, reconhecer que sua natureza é corrupta, e que não há chance de mudança partindo de sua própria força!
Jesus Cristo é a solução para todos os nossos problemas sociais, existenciais, morais, éticos etc. Ele é o único que conhece e esquadrinha o nosso coração, quando nem nós mesmos conseguimos desvendá-lo. Quando nós nos despimos das nossas próprias forças e nos lançamos aos seus pés, Ele pela sua maravilhosa graça substitui nosso coração de pedra, corrupto, enganador e etc. e nos dá um novo coração, de carne, sensível aos seus mandamentos e ordenanças e capacitado para exercer os frutos do espírito (Ez 11). A sociedade perfeita é a que reconhece Cristo como Senhor, e o povo como escravos dEle. Nesta sociedade sem pecado não há sofrimento, nem morte, nem dor. A alegria é plena e eterna (Ap 21.4).
Este reino existe, mas ainda não podemos desfrutar dele integralmente, mas podemos e devemos propagar seus valores em nossa sociedade, pois mesmo agora, podemos experimentar do que é uma nação abençoada por Deus, mesmo que não por completo. Quanto mais a nação se afasta do Senhorio de Cristo, mais miserável e insuportável ela se torna, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). No entanto quanto mais próxima à nação estiver da Palavra de Deus, mais prospera ela será, e melhor de se viver (Sm 33.12). Entretanto nada será comparado aos “novos céus e nova terra”, onde tudo será perfeito.
Que vivamos nesta esperança da volta do nosso Rei, que reinará com toda autoridade e justiça. Onde a alegria de Seu povo será plena e eterna. O gigante acordou, mas que ele saiba que antes de gritar: “FORA DILMA!” Ele deveria estar clamando: “MARANATA! VOLTA LOGO SENHOR JESUS!”.
***

Guilherme é músico, cursa Administração de Empresa e faz coluna no blog da UMP da Quarta – uma das mocidades mais atuantes da Paraíba. Um abraço mano. Divulgação: Púlpito Cristão.
Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

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