quinta-feira, 31 de outubro de 2013

FELIZ DIA DA REFORMA PROTESTANTE!

FELIZ DIA DA REFORMA PROTESTANTE!



"Tudo o que é verdadeiro,tudo o que é honesto,tudo o que é justo,tudo o que é puro,tudo o que é amável,tudo o que é de boa fama,se há alguma virtude, e se há algum louvor,nisso pensai." (Filipenses 4.8).

Existe uma data verdadeira, de boa fama...que se enquadra genuinamente nos requisistos de filipenses 4.8, digna de ser "pensada", e é hoje!  

Semelhantemente ao post anterior, procurei apresentar aqui alguns nomes de reformadores  com um pequeníssimo resumo sobre suas vidas e obras, para instigar ao nobre leitor a procurar saber mais sobre esse dia (é hoje hein?) tão importante para os cristãos da atualidade: o dia da Reforma protestante! 

JOHN WYCLIFFE (1328-1384)

John Wycliffe (ou Wycliffe) (c. 1328 — 31 de dezembro 1384) foi professor da Universidade de Oxford, teólogo e reformador religioso inglês, considerado precursor das reformas religiosas que sacudiram a Europa nos séculos XV e XVI (ver: Reforma Protestante). Trabalhou na primeira tradução da Bíblia para o idioma inglês, que ficou conhecida como a Bíblia de Wycliffe.

 Como teólogo, logo destacou-se pela firme defesa dos interesses nacionais contra as demandas do papado, ganhando reputação de patriota e reformista. Wycliffe afirmava que havia um grande contraste entre o que a Igreja era e o que deveria ser, por isso defendia reformas. Suas idéias apontavam a incompatibilidade entre várias normas do clero e os ensinos de Jesus e seus apóstolos.

JOHN KNOX (1505/15?-1587)

O grande nome da reforma escocesa é John Knox. Pouco se sabe a respeito dos primeiros anos de sua vida. Supõe-se que tenha nascido entre os anos 1505 a 1515. Estudou teologia e foi ordenado sacerdote, possivelmente em 1536. Não se sabe quando e em que circunstâncias ocorreu a sua conversão. Em 1547 foi levado para a França, onde ficou preso dezenove meses, por causa de sua fé. Libertado, foi para a Inglaterra, onde exerceu o pastorado por dois anos. Em 1554 teve que fugir da Inglaterra, indo, inicialmente, para Frankfurt, e depois para Genebra, onde foi acolhido por Calvino. Em 1559 voltou para a Escócia, onde liderou o movimento de reforma religiosa. Sua influência extrapolou a área religiosa, atingindo também a vida política e social do país.  Sob a sua influência, o parlamento escocês declarou o país oficialmente protestante, em dezembro de 1567.  

GUILHERME FAREL (1489-1565)

Guilherme Farel nasceu em Gap, província francesa do Delfinado, no ano de 1489. Os seus biógrafos o descrevem como um pregador valente e ousado. Embora sua família fosse aristocrática, ele era rude e tosco. Sua eloqüência era como uma tempestade.
Farel converteu-se em Paris.

Guilherme Farel era um homem talhado para conquistar uma cidade para o protestantismo.
Farel permaneceu em Neuchâtel, onde faleceu em 1565, com 76 anos de idade. 

Amigos e amigas internautas, esses são mais alguns nomes que foram muito importantes para a reforma protestante. Mas creio que no dia de hoje nos cabe uma reflexão: Em face dos rumos que temos visto a igreja caminhar em nossos dias, não seria um momento de resgatar esse espírito reformista presente na vida desses homens de Deus do passado?
Sim, é! 
Que a igreja hodierna descruze os braços cada dia mais e se conscientize e procure resgatar os princípios nada antigos, do contrário super atuais para o tempo em que vivemos!  

Parafraseando uma célebre frase que coloquei em um post desta mesma data do ano passado:

"Hay que reformar, pero que perder el ágape jamas!"

“Ecclesia reformata et semper reformanda est” (A igreja reformada está sempre se reformando).
Microscopicamente (João 3.30),
pr. Walter Filho
POSTAGENS SOBRE A REFORMA: 
 Fonte:http://blogdowaltim.blogspot.com.br/2013/10/feliz-dia-da-reforma-protestante.html#.UnKGPtyM4TE.facebook

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Afinal, casamento é de Deus ou apenas uma invenção humana?

Afinal, casamento é de Deus ou apenas uma invenção humana?

Com a desvalorização do casamento em nossa cultura, junto com a relativização dos valores morais e a tendência contra tudo aquilo que é estabelecido, muitos cristãos nutrem esta ideia curiosa de que a Bíblia não ensina o casamento, o qual se resume num acordo mútuo de duas pessoas viverem juntas. Pronto, estão casadas diante de Deus.

Com isto, não é pequeno o número de evangélicos que têm uma vida sexual ativa com o namorado/namorada.

Alguns anos passados fiquei impressionado com uma estatística publicada por uma revista evangélica após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, haviam nascido em lar evangélico e eram freqüentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já haviam tido sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

Essa reportagem foi publicada em setembro de 2002. Desconfio que os números são ainda mais estarrecedores se forem atualizados para 2012.

Não vou aqui gastar muito tempo defendendo o que, acredito, a maioria dos nossos leitores já sabe que é nossa posição: sexo é uma bênção a ser desfrutada somente no casamento. Namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus. Mesmo que não tenhamos um versículo que diga "é proibido o sexo pré-marital" (desnecessário à época em que a Bíblia foi escrita, visto que na cultura do antigo Oriente não existia namoro, noivado, ficar, etc.), é evidente que a visão bíblica do casamento é de uma instituição divina da qual o sexo é uma parte integrante e essencial.

Alguns textos que mostram que contrair matrimônio e casar era uma instituição oficial entre o povo de Deus, e o ambiente próprio para desfrutar o sexo:

"...nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações" (Dt 7.3).

"...Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa" (Gn 34.12).
"... e lhe dará uma jovem em casamento..." (Dn 11.17).

"... Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?" (Mt 9.15).

"... nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento" (Mt 24.38).

"... Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento" (Jo 2.1-2).

"... Estás livre de mulher? Não procures casamento" (1Cor 7.27).

"... Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento..." (1Tim 4.1-3).

"... Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem..." (Dt 22.13-14)

"... qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 5.32).

"... Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar" (Mt 19.10).

"... Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado" (1Cor 7.9).

"... Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca" (1Cor 7.28).

"... A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor" (1Cor 7.39).

"... ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (Jo 4.17-18).

"... alguém (o presbítero e/ou pastor) que seja irrepreensível, marido de uma só mulher..." (Tito 1.6).

"... quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido." (1Cor 7:1-2)

"... Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Heb 13.4).

"... que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação" (1Tes 4.4-7).

As passagens acima (e haveriam muitas outras) mostram que casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus. As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

O ônus de provar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?

O que existe na verdade é aquilo que Judas menciona em sua carta, sobre pessoas ímpias que transformam a graça de Deus em libertinagem (Judas 4). Os argumentos do tipo, "quem casou Adão e Eva" demonstram o grau de má vontade e a disposição do coração de continuar na prática da fornicação, mesmo diante da resposta: "O caso de Adão e Eva não é nosso paradigma, a não ser que você tenha sido feito diretamente do barro por Deus e sua namorada tenha sido tirada de sua costela. Se não foi, então você deve se sujeitar ao paradigma que Deus estabeleceu para toda a raça humana, para os descendentes de Adão e Eva, que é contrair matrimônio, casar-se, um compromisso público diante das autoridades civis".

Os demais argumentos - "é melhor que os namorados cristãos tenham sexo responsável entre si do que procurar prostitutas, etc." nem merecem resposta. O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação.

Chegamos ao ponto em que os rapazes e as moças cristãos têm vergonha de dizer, até mesmo em reuniões de mocidade e de adolescentes, que são virgens.

Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho. "A vingança pertence ao Senhor" (Rom 12.19).


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

É Melhor ser Cauda de Tubarão do que Cabeça de Bagre!

É Melhor ser Cauda de Tubarão do que Cabeça de Bagre


Augusto Comte é o filósofo a quem se atribui a criação do Positivismo, corrente filosófica do século XIX que surgiu com o desenvolvimento do iluminismo e das mudanças produzidas pelo fim da Idade Média. O Positivismo propõe uma existência construída sobre valores absolutamente humanos, o que o afasta tanto da metafísica quanto da teologia. 


Mas foi através de seu livro “Sistema de Política Positiva” que Comte, para mim, deu seu “salto” mais ousado: a proposição de uma nova religião – a Religião da Humanidade. Para ele, as religiões do passado eram apenas formas primitivas, uma vez que se baseavam em mitos, dogmas e na metafísica. Na Religião Positiva, os “deuses” e o sobrenatural eram dispensáveis, pois a verdadeira busca por sentindo se dá na unidade moral humana, no ideal de sua regeneração social. Sendo assim, o Positivismo se tornou uma refutação ao pensamento cristão, pois ele retirou Deus da cena humana e colocou a ciência em seu lugar. 

Pois bem, em nosso tempo, vimos algo semelhante acontecer com a chamada Confissão Positiva, um movimento que nasceu no seio das Igrejas pentecostais e neo-pentecostais e que, pasmem, acabou por retirar Deus da existência, e colocou no lugar dele o homem. A partir de então, o que temos assistido é o Criador tentando servir a criatura, e não o contrário. 

A Confissão Positiva, surgida na década de 1980, teve como precursor o pastor Essek William Kenyon. Influenciado na universidade pelo pensamento de Finéias Parkhust Quimby, um curandeiro e hipnotizador, Kenyon construiu a base para a sua “nova teologia” usando técnicas do poder do pensamento positivo, doutrinas das seitas da Ciência da Mente e a metafísica do Novo Pensamento. 

É fato que todo vento de doutrina se espalha com excepcional velocidade no meio evangélico. Com a Confissão Positiva não foi diferente, sobretudo quando ela ganhou adeptos de “peso” internacional como Kenneth Hagin, Morris Cerullo e Benny Hinn. Foi este “esquadrão” que, inicialmente, se encarregou de espalhar a “nova doutrina” mundo afora. Desta forma, ela assumiu diferentes nuances, passando a ser reconhecida também como Teologia da Prosperidade, Evangelho da Saúde, Palavra da Fé ou Movimento da Fé. 

Seu surgimento no Brasil se deu no final do século XX e, àquela altura, os que aderiram ao movimento foram Edir Macedo, Valnice Milhomens, Rene Terra Nova, RR Soares e Estevam e Sônia Hernandes. A Confissão Positiva, ou como a chamamos no Brasil, a Teologia da Prosperidade, baseia-se numa hermenêutica fraudulenta amparada por sofríveis artifícios manipulatórios. Ela fomentou na consciência de toda uma geração o sofisma de que o “crente” deve reivindicar seus “direitos” para adquirir tudo o que desejar, pois Deus está obrigado a cumprir aquilo que, supostamente, tenha prometido em Sua Palavra. 

O resultado de tudo isso não poderia ser outro a não ser o surgimento de um sem número de aberrações doutrinárias além de perversas práticas eclesiásticas. As bases do movimento passam por um sincretismo capaz de misturar o cristianismo ao espiritismo, judaísmo, as religiões de mistérios, cultos afros e até ao gnosticismo. Seus líderes transformaram-se rapidamente de pastores a verdadeiros feiticeiros do sagrado, intermediários exclusivos entre o céu e a terra, profetas do apocalipse, mestres de revelações inusitadas para os últimos dias. 

Infelizmente, a Teologia da Prosperidade alcançou em pouco espaço de tempo milhões de adeptos, quase sempre gente desesperada em busca de solução para seus problemas. Além do mais, as “ofertas” das “igrejas” que abraçaram o movimento tornaram-se irrecusáveis. No “cardápio” tinha-se cura de enfermidades e saúde abundante, prosperidade financeira, restauração de casamentos destruídos, libertação de encostos, dentre outras “benesses” que, por fim, arrastaram nesse tsunami de heresias incautos e despreparados, os quais, espoliados de todas as formas, passaram a engrossar cada vez mais as fileiras das denominações supra-citadas.

A Confissão Positiva, como aconteceu com o Positivismo de Comte, criou uma espécie de nova religião, onde Deus tornou-se um ser escravizado a cumprir liturgias performáticas pré-estabelecidas. Fies de outras denominações passaram a ser considerados crentes de 2ª, gente que estava fora da “benção”, do “mover”. Neste novo cenário, as mais variadas práticas foram surgindo, todas supostamente respaldadas nas Escrituras. Vieram os cultos de catarse emocional, os seminários de cura interior, as correntes para libertação de maldições hereditárias, os processos de “mapeamento” de “potestades espirituais”, coisas tão bizarras e absurdas que sou capaz de apostar que até o diabo teve dificuldades em acreditar.

Lembro bem de uma das frases usadas pelo movimento que bem simboliza o nível de consciência e fé destas pessoas: “”deus” te pôs como cabeça e não como cauda”. Era uma espécie de mantra positivista, ufanista, usado para “fazer a cabeça” dos “discípulos” e criar neles um embuste mental capaz de aliená-los e afastá-los de toda a verdade do Evangelho. 

Uma das curiosidades mais intrigantes da “nova religião” é o fato de suas mensagens retornarem sempre aos heróis da fé do velho testamento, pois eles servem de modelo para demonstrar a benção, a prosperidade, a vitória e a saúde. Em suas homilias, pregadores exaltam personagens como Moisés, Davi, Abraão e Salomão, todos bem sucedidos e divinamente abençoados, como referencial daquilo que Deus deseja de Seus filhos.

O que eu gostaria, todavia, era de vê-los pregar sobre a simplicidade de Jesus, que não tinha onde reclinar a cabeça, que foi humilhado, difamado, perseguido e, por fim, morto. Gostaria de vê-los pregar sobre as profundas dores e perdas da vida de Paulo, que dizia ter aprendido a viver na escassez e a estar feliz por ter o que comer e com o que se vestir. Quem sabe, ainda, sobre o apóstolo João, já velho e calejado, preso na ilha de Patmos, privado de tudo e de todos, agonizando sozinho e aguardando a esperança da salvação. 

No primeiro século da era cristã, os líderes eram entregues a morte para que os discípulos pudessem experimentar a vida. Hoje a liderança mudou um pouco... “Apóstolos”, “Bispos”, “Patriarcas”, e outras “entidades” andam em jatinhos, vestem ternos italianos, possuem um Mercedes na garagem e moram em mansões de 3 pavimentos. É um contra-censo quando comparado com a afirmação de Paulo de que os apóstolos eram postos em último lugar, como escória do mundo. Hoje essa gente virou divindade, seres metafísicos, nem pisam no chão de tão santos que são, “astros” do mundo gospel, membros desta confraria de hipócritas, desta panacéia religiosa, desta pantomima de mambembes do “sagrado”. 

Mas é bom saber que os dias destes pústulas estão contados. É fato que, cada vez mais, uma enorme legião de incautos e inocentes acorda para a verdadeira intenção do movimento da Confissão Positiva e de seus “líderes”. Um caso público, e bem recente, é o do jogador Kaká, que era uma espécie de “marionete” nas mãos da “Quadrilha dos Hernandes” e que, enfim, parece ter acordado para o que de fato ali se passa. Tanto ele, quanto a esposa, que era pastora da denominação, de forma ética e discreta, acabaram de se desligar das mãos destes mercadores de ilusões. 

O que creio, como bem disse o Ricardo Gondim, é que “o século 20 assistiu ao alvorecer, à consolidação, ao apogeu e ao desgaste do movimento evangélico, um ciclo histórico que está prestes a se encerrar. O que virá depois é uma incógnita – contudo, é possível vislumbrar que, passada a crise de pragmatismo que assola a Igreja deste início do terceiro milênio, a espiritualidade será experimentada de maneira mais viva e relacional com Deus”.

No mais, meu mano, está tudo aí às claras, e só não vê quem não quer. No Genizah – www.genizahvirtual.com – agente publica um escândalo por dia, uma aberração por hora. Quem nos acompanha sabe que a pancada é grande, é “madeira de dar em doido”. Quem puder que agüente. E o time de “subversivos” não se cansa de escrever e desmascarar de forma contundente e profética essa corja de estelionatários do Evangelho da Graça de Jesus Cristo. 

Pra terminar, deixo apenas um pensamento para sua reflexão: a moçada da Teologia da Prosperidade afirma que “deus” nos colocou por cabeça e não por cauda. Pois é, há quem creia nisso... Para mim, contudo, que sou um cara que anda na contra-mão, prefiro ficar com outra máxima: “é melhor ser cauda de tubarão do que cabeça de bagre!”.


Carlos Moreira

Fonte:http://anovacristandade.blogspot.com.br/2011/01/e-melhor-ser-cauda-de-tubarao-do-que.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Escandalizar é um prazer para você?

Escandalizar é um prazer para você?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Peça provocativa :
"Luteranos: tão ruim para vocês, batistas!"
A liberdade cristã é uma dádiva da graça preciosa e misericordiosa de Jesus Cristo. O legalismo é uma praga destruidora , pois tira a cruz de Cristo e coloca o próprio fardo humano como salvífico. Nenhum cristão pode ser legalista, mas todo cristão tem o dever de exercer a liberdade com sabedoria.

Por que escrevo isso? Percebo na atual conjuntura evangélica um prazer por “escandalizar” crentes mais legalistas. Alguns jogam a nossa preciosa liberdade cristã no enfrentamento aos ultraconservadores.  É o prazer em si de arrepiar mentes mais sensíveis. Ora, tudo isso vai contra o espírito do Novo Testamento (leia especialmente Romanos 14 e I Coríntios 8). 

Por exemplo, se na minha liberdade vou a um show dito “secular", ora, por qual razão preciso anunciar tal fato a todos? É como se eu quisesse provocar os mais “fracos” em um espetáculo que alguns crentes acham como atitude pecaminosa. É uma satisfação meio mórbida. Se, ainda, na minha liberdade bebo bebidas alcoólicas, por que vou convidar outro a beber comigo se sei que esse cristão se escandalizaria com isso? 

Não estou dizendo com isso que eu não posso conscientizar as mentes legalistas do seu próprio legalismo, mas isso se dá com ensino paciente e persistente. Não é simplesmente com o choque, o escândalo, o prazer em arrepiar os outros. Ora, vamos lembrar que Cristo também morreu pelos legalistas. A liberdade é boa, mas usada de qualquer maneira é apenas mais uma forma de vaidade.

E será que eu estaria disposto a renunciar a minha própria liberdade em amor ao irmão mais "fraco"?


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O fogo estranho de John MacArthur!

O fogo estranho de John MacArthur

A macarthurlândia é estranha: nesse mundo próprio
o cristianismo é apenas como a Grace Community Church
A conferência Strange Fire (“Fogo Estranho”, em tradução livre) aconteceu nessa última semana e foi promovida pelo pastor batista John Fullerton MacArthur Jr. em sua igreja Grace Community Church na Califórnia, EUA. Foi um evento de cessacionistas para cessacionistas, ou seja, uma verdadeira militância contra o continuísmo como doutrina. A Strange Fire defendeu apaixonadamente que Deus edificava a sua Igreja com dons apenas no primeiro século da Era Cristã. O evento em si é tão bizarro que me uni ao meu amigo Victor Leonardo Barbosa, editor do Blog Geração que Lamba, para uma análise do evento. Veja o texto abaixo. 

Por que John MacArthur é tão intolerante com a doutrina pentecostal/carismática e menos combativo em outras questões secundárias?

Por Victor Leonardo Barbosa

A conferência Strange Fire é uma amostra do cessacionismo clássico apimentado de militância. É notável o talento de MacArthur para exposição bíblica; e em muitas áreas têm edificado a igreja. Todavia, em sua crítica à teologia pentecostal/carismática, MacArthur é tudo, menos um expositor. É evidente que sua exegese em textos bíblicos é submissa a um sistema teológico repleto de inferências descabidas e extrabíblicas.

Ao que tudo indica, MacArthur demonstra séria ignorância sobre a Teologia Pentecostal. Ele aparenta desconhecer as obras de Stanley Horton, Myer Perlman, Rick Nañez, Roger Stronstad  e tantos outros[1]. A bem da verdade, pode-se dizer que tal conferência é uma afronta a genuínos irmãos na fé, não somente da ala pentecostal, mas da própria ala continuacionista da teologia reformada como John Piper e Wayne Grudem. 

Pode-se perguntar novamente, o que eles quis dizer acerca de ser um "pentecostal fiel"? Talvez uma frase dita por ele em tal convite revele sua intenção: " Vocês precisam decidir em que lado estão". Tal frase não é ambígua. Para MacArthur, a única solução para os pentecostais é serem cessacionistas, revelando assim uma típica atitude demonstrada em muitos círculos teológicos: os pentecostais nada mais são do que mendigos espirituais e que precisam ser nutridos com uma boa teologia ortodoxa (e é claro, cessacionista), afinal, nunca terão nada a ensinar,  ou mesmo a contribuir. É a típica prepotência espiritual. 

Ele quer acabar com as línguas. Por que não acabar com o batismo infantil igualmente? Ou combate o amilenismo mais diretamente (sendo ele mesmo um dispensacionalista). Por que tal atitude beligerante para com o pentecostalismo enquanto que outras doutrinas são colocadas por ele como "secundárias" para a boa comunhão cristã? John MacArthur em termos de pentecostalismo não sabe discernir a mão direita da esquerda e acaba caindo na crítica comum e superficial de equiparar o pentecostalismo midiático com o clássico. Tal atitude é no mínimo desonesta e destituída de uma ética cristã.

No contexto brasileiro, pode-se afirmar com certeza que conferências tradicionais como Fiel e outras, só são possíveis porque o pentecostalismo abriu caminho para elas há muito atrás. Mesmo os muitos inconformados com o excesso do neopentecostalismo  adentrando nas congregações pentecostais clássicas- e se converteram em um contexto pentecostal. Afinal, com me disse um pastor pentecostal com teologia reformada: "Quando evangelizo, não encontro presbiterianos ou batistas, mas sim Testemunhas de Jeová, Adventistas e Mórmons concorrendo", posso acrescentar: nesse combate, os pentecostais têm pouquíssimo apoio de outros, lutam sozinhos, mas ainda assim, vencem pela graça de Deus.

O perigoso isolacionismo teológico. Porque MacArthur precisa aprender a enxergar a realidade e sair do seu próprio mundo.

Por Gutierres Fernandes Siqueira

O isolacionismo teológico é um perigo. E essa é a essência da conferência Strange Fire. Não há nenhum problema em defender posições doutrinárias próprias, mas ao fechar o debate em si mesmo e ao falar somente aos pares, os conferencistas antipentecostais perdem o senso de realidade. É um mundo próprio, a macarthurlândia. Assim, a caracterização e adjetivação do adversário é natural. Não é à toa que o pentecostalismo seja jogado na mesma lata que o neopentecostalismo. Falam na frente do espelho[2].

John MacArthur Jr., para quem o falar em línguas é um delírio psiquiátrico (na melhor hipótese), um linguajar aprendido ou uma manifestação demoníaca- em uma hipótese não descartável- chegou a convidar os "pentecostais fiéis" para a conferência.  Em um raro gesto de “tolerância” MacArthur ainda respirava arrogância. No convite deixava claro que os pentecostais "fiéis" são uma minoria calada e não muito preocupada em criticar os desvios internos.  Era um elogio crítico ou uma crítica elogiosa? Bom, eu mesmo nada entendi. Pena que alguns pentecostais caíram nesse conto. 

A conferência em si é o velho e recalcado cessacionismo, como dito pelo Victor Leonardo acima. O grande problema do cessacionismo é a desonestidade intelectual. Não conheci até hoje um cessacionista que conheça a teologia pentecostal no básico. Assim, o cessacionista diz que o pentecostalismo defende posição X e depois rebate com a posição Y. Só que a suposta posição X não é nem de longe um consenso ou uniformidade. Ou ainda toma opiniões de leigos como representação do pentecostalismo. 

Se você quer pesquisar sobre o calvinismo recorrerá às Institutas da Religião Cristã ou tomará como representação a opinião do primeiro sujeito bizarro que se autoproclama calvinista? Se você quer saber mais sobre a teologia católica logo busca o Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana ou pega uma entrevista desses padres cantores? Por que ouvir o Benny Hinn como representante do pentecostalismo quando poderia ler Stanley Horton [3]? Na obra O Caos Carismático aconteceu algo incrível e inacreditável. Assim como nessa conferência estranha. Não há uma única menção ao livro The Charismatic Theology of St. Luke. Por que escrevo isso? Ora, a obra de Roger Stronstad é a principal defesa hermenêutica da doutrina pentecostal produzida nos últimos 30 anos. O livro foi amplamente debatido nos círculos acadêmicos evangélicos. Como não dialogar com essa obra para fazer uma crítica séria e respaldada à doutrina pentecostal? Ora, você respeitaria alguma obra que se propusesse a criticar o Teísmo Aberto sem rebater argumentos do livro The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God editado pelos maiores expoentes dessa corrente como Clark H. Pinnock e John Sanders? Ou ainda, como aceitar com bom um livro contra o calvinismo que esqueça de citar alguma passagem das Institutas?

MacArthur Jr. é uma espécie de Richard Dawkins gospel, ou seja, um crítico combativo, fervoroso, famoso, polêmico, militante, mas totalmente ignorante sobre a doutrina do adversário intelectual. Sim, é um fundamentalista no sentido mais pejorativo possível. Não só como o pentecostalismo, vale dizer. MacArthur poderia aprender com Driscoll, que entrevistado pelo revista Christian Post na porta da conferência disse: “Quando você está falando sobre o Movimento Pentecostal e Carismático- eu não sei as estatísticas-  mas você está falando sobre a maior parte do cristianismo do mundo. Então , eu acho que não há generalizações fáceis, porque você está lidando com pelo menos dezenas de milhões de pessoas e, por isso, se torna muito difícil falar em termos generalizantes sobre um movimento que é tão grande”.

Notas e Referências:

[1]  Cita superficialmente Donald Gee em sua obra O Caos Carismático.

[2] O próprio fato de Mark Driscoll ser impedido de distribuir alguns livros gratuitamente na conferência mostra como esse isolamento é um tanto doentio. Driscoll, com sua ironia típica, disse que queria ser útil no debate sobre o papel do Espírto Santo, mas foi impedido por seguranças da Grace Community Church. Depois de escrever esse parágrafo li uma declaração de Driscoll que bateu bem com essa tese. Driscoll disse à revista Christian Post: “Há um capítulo (no novo livro) sobre o tribalismo dentro do evangelicalismo e em como os cristãos tendem a formar tribos para depois ter argumentos ou debates com outras tribos - muitas vezes falando sobre eles, mas não com eles” [leia a reportagem completa aqui].

[3] Em seu livro MacArthur chega a afirmar que os pentecostais falam em batismo em Cristo para todos os crentes e batismo no Espírito para alguns [MacARTHUR Jr., John F. Os Carismáticos. 5 ed. São José dos Campos: Editora Fiel, 2002. p. 81]. Ora, isso é totalmente falso. Uma mentira grosseira. O pentecostalismo como corpo doutrinário defende que todos os cristãos são batizados pelo Espírito Santo. Antonio Gilberto escreveu: “Este batismo ‘do’ ou ‘pelo’ Espírito é algo tão real, apesar de ser espiritual, que a Bíblia o denomina como ‘batismo’. Em todo batismo, como já afirmamos, há três pontos inerentes: um batizador; um batizando; eum meio em que o candidato é imerso. [...] No batismo pelo Espírito Santo, o batizador é o Espírito de Deus (1 Co 12.13); o batizando é o novo convertido; e o elemento em que o recém-convertido é imerso, a Igreja, como corpo místico de Cristo (1 Co 12.27; Ef 1.22,23). Portanto, o Espírito Santo realizada esse batismo espiritual no momento da nossa conversão, inserindo o crente na Igreja (Mt 16.18). Logo, todos os salvos são batizados ‘pelo’ Espírito Santo para pertencerem ao corpo de Cristo- a Igreja, mas nem todos são batizados ‘com’ ou ‘no’ Espírito” [GILBERTO, Antonio. Verdades Pentecostais.  1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 116-117]. Logo porque, o batismo “no” Espírito Santo é revestimento de poder para a obra evangelizadora.


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL!

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL

Por Renato Vargens

Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.

Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:
  
1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um "Apóstolo" ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do "eu". Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo. 

Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do "eu" é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.

Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  "As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”. 

A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo "hermeneuo", significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.
 

À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino: 

1º - Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras. 

2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.

3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.

4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.

5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.

6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo... Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo!

 Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.

Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.

Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto

Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.  

Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades. 
6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano 

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da "satisfação humana" abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 

7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna

O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade
 

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 

10-) A super valorização do poder do diabo

Alguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas. 

O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.

Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.

Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?

Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.

Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.

Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Renato Vargens 


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O QUE LEVA UMA PESSOA A SE AUTOINTITULAR APÓSTOLO?

O QUE LEVA UMA PESSOA A SE AUTOINTITULAR APÓSTOLO?

Por Renato Vargens

Ultimamente no Brasil, o que mais vemos em nossas igrejas é a multiplicação de pastores que tomaram para si o título de apóstolo.

Confesso que estou absolutamente impressionado com quantidade de líderes eclesiásticos que acreditam que foram comissionados por Deus ao ministério apostólico. Nessa perspectiva é possível encontrar em quase todas as denominações brasileiras gente que advoga que foram ungidos por Cristo para o desenvolvimento de um ministério diferenciado dos demais pastores. 

Isto posto, gostaria de elencar quatro motivos que podem levar um pastor a se autointitular apóstolo:

1-) Ignorância bíblica/teológica.  Acredito que boa parte dos que se autointitularam apóstolos o fizeram por desconhecer a Palavra de Deus. Na verdade, penso que existam muitos irmãos que tomaram para si este título por ignorarem o que as Escrituras dizem a respeito do ministério apostólico. Digo mais, creio que os irmãos em questão tivessem conhecimento bíblico jamais teriam sido "consagrado" apóstolos.

2-) Modismo eclesiástico. Infelizmente devido a falta de profundidade bíblica, parte da Igreja brasileira se move influenciada por modismos diversificados. Repare que a inconsistência teológica de muitas pastores tem contribuído para o aparecimento periódico de revelações, comportamentos e doutrinas escalafobéticas, cujo objetivo final é impactar a igreja. Um claro exemplo disso é uma última onda neopentecostal cuja ênfase se encontra no ministério apostólico.

4-) Uma eclesiologia errada.  Muitos dos pastores possuem uma visão errada do conceito bíblico  "Eclesia". Para estes, a essência da Igreja deve ser fundamentada numa estrutura hierarquica e não a "Communion Sanctos". Para os líderes em questão, o fundamento e a base de uma Igreja bem sucedida é uma forte hierarquia ministerial cujo foco se encontra na obediência inquestionável de seus pastores. Nessa perspectiva não existe espaço para o desenvolvimento do sacerdócio de todos os santos, bem como o relacionamento desprovido de títulos, pompas e domínio eclesiástico.

4-) Mau-caratismo -  Muitos dos pastores tomaram para si o titulo apóstolos não porque desconhecem as Escrituras, ou pela ingenuidade de se deixarem levar pelos modismos eclesiásticos., nem tampouco por possuírem um eclesiologia errada. Não. Muitos destes, o fizeram por mau-caratismo e desonestidade. Na verdade, tais líderes em questão sabem que estão errados, todavia, preferem continuar no erro  apostólico a arrepender-se de seus delitos e pecados.

Caro leitor, vale a pena ressaltar que acredito que os motivos elencados acima podem agir na vida do líder separadamente e em alguns casos conjuntamente.  Nessa perspectiva é até possível o pastor se autointitular apóstolo por ignorância, como também pelo modismo eclesiástico de seu tempo. Todavia,  se o faz por mau-caratismo isso automaticamente exclui todas as razões anteriores.

Que Deus tenha misericórdia da Igreja evangélica brasileira.

Renato Vargens

P.S: Os que desejarem ler mais sobre os "apóstolos da Modernidade sugiro a leitura do livro: "Reforma Agora. O antídoto para a confusão evangélica no Brasil." publicado pela editora Fiel (aqui)


Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

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