quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Julgando os Críticos ou Criticando os Juízes?


JULGANDO OS CRÍTICOS OU CRITICANDO OS JUÍZES?

Por Jonara Gonçalves
Tem sido extremamente intrigante a forma como se tem atacado os chamados “críticos”. Toda vez que encontramos algo em desacordo com a biblia e protestamos, somos criticados por julgar ou somos julgados por criticar. É uma questão de lógica: Quem julga quem critica, logo, é um juíz. E quem critica o que julga, logo, é um crítico.Somos sempre barrados com as mesmas respostas:
“ – Cuidado! Não fale do ungido de Deus!” (Como se nós não fôssemos ungidos, ou seja, eles julgamque não somos ungidos).
“ – Não fale dessa forma, pois isso é falar contra o Espírito Santo, o que é blasfêmia, e este pecado não tem perdão.” (Esta bate o record! Eles creem que todo mover “retetense” é do Espírito, e julgamque blasfemamos).
“ – Você não tem mais o que fazer? Vai cuidar da sua vida e pare de falar dos outros!” (Dá vontade de rir! Ora, quem tem muito o que fazer, não tem tempo pra ler o texto do blog, nem para falar da vida “desocupada” do autor).
“ – Eu creio que Deus age como quer e quando quer. Por isso não julgo!” ( Uai! Subentende-se que somos uns néscios sem discernimento, porque “julgamos” não ser de Deus algo que procede dele. Além disso, eles julgam que Deus age como quer, mesmo que para isso ele tenha que conflitar com a sua própria Palavra).
Estas são algumas de várias respostas que recebemos, e todas com o mesmo denominador comum: Somos aqueles que temos o tal “ministério da crítica” e deveríamos cuidar de nossas vidas, deixar de julgar os “movimentos espirituais” e os “ungidos” de Deus. Mas será que a coisa é mesmo assim?
Em 1 Coríntos 6.2-3, Paulo nos respalda afirmando que se iremos julgar os anjos, quanto mais as coisas deste mundo!
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?”
Ele também nos ensina que quando somos julgados é porque somos repreendidos pelo Senhor para não sermos condenados com mundo:
“Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.”(1Co 12:33)
Mas creio que tais versículos não foram lidos ainda por muitos. Aliás, a Primeira Epístola aos Coríntios, aquela que fala da ordem nos cultos, do ensinamento sobre os dons e sobre a permissão de julgar, está desaparecendo das bíblias modernas.
A bíblia também ensina que além do dom de discernir os Espíritos (1Co 12:10), temos um discernimento próprio vindo da Palavra Viva e Eficaz de Deus, que nos faz saber tanto as intenções do coração, como o bem e o mal. (Hb 4:12; 5:14)
Com base em tudo o que é bíblico, e já com meu “ministério de crítica” a flor da pele, deixo aqui minhas críticas aos que me julgam e meus julgamentos aos que me criticam: Eles que se dizem tão santos, mas que nem ao menos são capazes de discernir os espíritos, a lógica dos dons e heresias pregadas, estão cegados pelo ilusionismo, ensurdecidos pelos gritos, mantras e euforias de um culto irracional. E assim, cegos, surdos e iludidos, sequer podem compreender o absurdo das suas premissas, caindo em óbvia contradição, julgando os críticos e criticando os juízes.
***
Jonara Gonçalves é Bacharel em Teologia, missionária e edita o blog Mulher Adoradora
Fonte:http://www.pulpitocristao.com/2013/02/julgando-os-criticos-ou-criticando-juizes/
Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Morreu? E Agora?


Morreu? E agora?

André Sanchez


Para onde vão as almas das pessoas depois que elas morrem? Elas já vão para o céu e para o inferno ou permanecem em algum lugar intermediário dormindo? As almas dos falecidos conseguem se comunicar com os vivos e interagir com o nosso mundo?

Caro leitor, todas as almas são propriedade exclusiva de Deus. Ele as criou e elas são Dele. Assim, a Bíblia diz que quando uma pessoa morre, seu espírito volta a Deus. “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Ec 12. 7).

A morte também sela o destino da pessoa. Todos morrem ou salvos ou condenados. Ninguém morre com seu destino final indefinido. Assim, a morte é a batida final do martelo na vida de todos nós. “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9. 27). Morremos uma só vez e depois disso vem sobre nós o juízo. O “juízo” já é uma espécie de julgamento que separam salvos e condenados após sua morte. Esse juízo de Deus separa os salvos para o céu e os condenados para o inferno. Todos, em seus respectivos lugares, aguardam a volta de Jesus Cristo e o dia do grande juízo final.

A Bíblia não nos autoriza a pensar que o espírito fica dormindo aguardando a segunda volta de Jesus Cristo ou em um lugar intermediário. O nosso espírito fica consciente após a morte e aguarda o cumprimento de toda a palavra de Deus na volta de Jesus Cristo (os condenados aguardam no inferno e os salvos no céu). Alguns textos nos indicam essa realidade. Um deles é o que mostra o ladrão que se arrependeu ao lado de Jesus na cruz. “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23. 43). Observe que Jesus lhe promete que, após morrer, já se apossaria do paraíso, sem lugares intermediários.

Outro texto que apóia essa realidade é a parábola de Jesus a respeito do rico e do mendigo. O rico morre e vai para o inferno. O mendigo de nome Lázaro também morre, mas vai para o céu. “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” (Lc 16. 22-23). Nenhum deles se encontra dormindo. Todos estão acordados e conscientes.

Jesus não usaria uma inverdade como pano de fundo de uma parábola. Assim, essa parábola aponta sim para o destino final de cada um de nós após a nossa morte: Conscientes e já no lugar determinado por Deus.

Com relação a comunicação de vivos com espíritos de pessoas falecidas, não há essa possibilidade. A Bíblia não diz nada que apóie essa ideia, pelo contrário, é totalmente contrária a essa prática. “Quando vos disserem: Consultai os necromantes [pessoas que consultam os mortos] e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Is 8. 19).

Qualquer tipo de comunicação com pessoas falecidas, na verdade, é uma comunicação com demônios enganadores, pois as pessoas falecidas, como demonstrado acima, estão já em seus lugares determinados por Deus aguardando o grande dia da volta do Senhor Jesus Cristo e o cumprimento de toda a palavra determinada por Deus.




EM SITE DO AUTOR [AQUI]







Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2013/02/morreu-e-agora.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os Limites dos Milagres!


Os limites dos milagres

Jesus, que, presumimos nós, poderia operar prodígios a qualquer hora de sua vida se quisesse, parecia curiosamente ambíguo acerca de milagres. Com seus discípulos, ele os usava como prova de quem ele era ("Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; ou pelo menos creiam por causa das mesmas obras"). Mas, mesmo no momento em que realizava suas obras miraculosas, ele lhes atribuía pouca importância. Marcos registra sete ocasiões diferentes em que Jesus pedia  a alguém por ele curado que não contasse a ninguém.

O amor NÃO se orgulha - 1º Cor 13.7 

Jesus conhecia bem o efeito superficial dos milagres dos tempos de Moisés e de Elias: eles atraíam multidões, com certeza, mas raramente encorajavam uma fidelidade de longo prazo. Ele trazia uma dura mensagem de obediência e sacrifício, não um show à parte para plateias embasbacadas e sensacionalistas. (É claro que os céticos dos tempos de Jesus - de modo muito semelhante ao dos céticos de hoje - tinham suas explicações para os poderes dele).

Com extraordinária consistência, os relatos bíblicos mostram que os milagres - os milagres dramáticos, aqueles de para o trânsito pelos quais muitos de nós ainda ansiamos - simplesmente não alimentam uma fé profunda. Como prova disso, não precisamos ir além da transfiguração, quando a face de Jesus se tornou brilhante como o sol, e suas vestes, resplandecentes. Para assombro dos discípulos, Moisés e Elias apareceram em meio a uma nuvem. Deus falou de forma audível. Aquilo foi demais, e os discípulos caíram por terra, tomados de terror.

Apesar disso, que efeito teve esse estupendo acontecimento sobre Pedro, Tiago e João? Isso silenciou para sempre suas perguntas e os encheu de fé? Alguns dias mais tarde, quando Jesus mais precisou deles, eles o abandonaram.

Embora os milagres de Jesus fossem seletivos demais para resolver todas as decepções humanas, eles serviram como sinais de sua missão, indicações prévias daquilo que Deus uma dia faria em prol de toda a criação. Para as pessoas que as experimentaram - como o paralítico descido do alto feito um candelabro que se vai limpar - as curas ofereceram uma prova convincente de que Deus estava visitando a terra. Para todos os demais, elas despertaram anseios que não serão satisfeitos até que a restauração final elimine a dor e a morte.

Os milagres realizaram apenas o que Jesus havia previsto. Para aqueles que decidiram crer nele, foram mais uma razão para crer. Mas, para aqueles determinados a rejeitá-lo, os milagres fizeram pouca diferença. Algumas coisas existem em que simplesmente precisamos crer para vê-las.

E você? Precisa crer para vê-las ou precisa vê-las para crer?

Mas lembre-se, milagres "fogem" das regras e não um show da fé. 

Fonte:http://transformadospeloevangelho.blogspot.com.br/2013/02/os-limites-dos-milagres.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Onde estão os Joões Batistas?


Onde estão os Joões Batistas?


Costumo acessar o “globo, ponto, com” para ver as notícias do dia. Quando começa a nova temporada da maior excrescência da TV brasileira, dá nojo de abrir tal site. Na verdade, todos os portais de notícias têm as suas seções de imoralidade, mas, quando chega a época do aludido programa, as fotos e imagens eróticas passam a aparecer logo no topo da página, como se fosse a notícia mais importante do nosso país.

Mas veja que incoerência: alguns pastores têm pressionado a TV Globo a produzir uma novela com heroína evangélica! Ora, não seria melhor protestar contra a programação imoral e “embbburrecedora” que essa emissora tem apresentado diariamente? Que consenso há entre a luz e as trevas? Querem esses pastores prenderem-se a um jugo desigual? A imoralidade não os incomoda, contanto que haja uma heroína evangélica em uma novela?


Por outro lado, há evangélicos que se irritam com os pastores e expoentes do Evangelho que protestam contra os programas imorais da TV brasileira. Dizem que é inútil fazer isso. E que os incomodados devem mudar de canal ou, simplesmente, não ter em sua casa o “aparelho maldito”. Respeito quem pensa assim, mas discordo desse pensamento.


Não se conformar com o mundo denota o quê? Qual é a abrangência do mandamento contido em Romanos 12.2: “não vos conformeis com este mundo”? Não significa ignorar as coisas mundanas, como se elas sequer existissem, e sim opor-se a influências filosóficas, atitudes, condutas, ações, comportamentos, etc. prevalecentes no mundo. 
Ainda que todos os cristãos rejeitassem a programação da TV brasileira, deveríamos protestar contra a imoralidade que ela propaga. Ou só devemos pregar contra o pecado quando somos incomodados por ele, diretamente?

Mesmo não usando drogas nem se prostituindo, o pregador do Evangelho pode e deve verberar contra esses males, alertando a todos quanto às consequências da prostituição e do consumo de drogas. Similarmente, a despeito de não apreciar, de modo geral, a programação imoral da TV brasileira aberta, tampouco assisti-la — exceto com olhar crítico —, ele tem a liberdade e o dever de protestar contra aquela.


Cristãos conformados afirmam: “Deixe a Globo em paz. Troque de canal”. Bem, se João Batista tivesse sido como eles, não teria repreendido Herodes. E também não teria perdido a cabeça... Herodes não estava incomodando João Batista, diretamente, com o seu pecado. Mas esse servo do Senhor, inconformado, resolveu verberar contra o adultério cometido por aquele, simplesmente porque estava consciente de que era um protestante.


Ainda que corram o risco de “perder a cabeça”, os pregadores que se prezam devem protestar contra o pecado e pregar o Evangelho com verdade. Ainda há Joões Batistas no evangelicalismo brasileiro? Onde eles estão? Levantem-se! Não se calem! Como diria o saudoso 
“João Batista norte-americano” — David Wilkerson —, “Toquem a trombeta”.

Ciro Sanches Zibordi

Fonte:http://cirozibordi.blogspot.com.br/2013/01/onde-estao-os-jooes-batistas.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Mão Gigante, a mão na parede e o Apóstolo Ultraman!


A mão gigante, a mão na parede e o apóstolo Ultraman


Gizuz Ultraman no acampamento de carnaval da Renascer

Digão



Depois de alguns dias me recuperando de minha mudança (agora moro em Recife, benhê), estava querendo desenferrujar, escrever algo mais leve, mais devocional, para acalentar a alma. Bem, infelizmente os inimigos da cruz não me permitem baixar a guarda. Aliás, a profusão de anticristos, hoje em dia, faria a alegria de qualquer produtor de filmes de terror de baixo orçamento. Faria, não, faz: vão fazer o reboot de Deixados para trás. Mas essa bobagem cinematográfica fica pra depois.


Li, recentemente, que um encontro de gente vazia de Deus e plena de Baal, encontro esse chamado também de “acampamento”, o cleptoapústula Estevam Hernandes coloca uma mão cenográfica para ser adorada por seu rebanho idólatra, que acha que aquela mão gigantesca, que provavelmente caiu de algum carro alegórico que homenageava o Ultraman no carnaval, era algo parecido com a mão de Deus. É, a falta de familiaridade com o Deus verdadeiro gera esses micos estratosféricos...

O nível de loucura, insensatez e desprezo pela sanidade e santidade de uma vida cristã pautada pelos princípios bíblicos chega a níveis que escapam qualquer escala de medida. O ridículo que a igreja evangélica brasileira passa, achando que está cumprindo o Ide de Jesus, enche qualquer um de vergonha e raiva. Parafraseando o Lula, nunca antes neste país a passagem bíblica de Romanos 2.24 se tornou tão real – basta relembrar o esculacho que Silas Malafaia tomou da jornalista Marília Gabriela.

Apóstolo Ultraman, haiiiii!

A Bíblia fala de um sujeito, tão cleptoridículo quanto nossos autoungidos, que também quis fazer festa com coisa santa. Daniel 5 nos conta que Belsazar, descendente de Nabucodonosor (seu pai, na verdade, era Nabonido, que reinou junto com o filho, o que faz de Belsazar neto legítimo de Nabucodonosor), pegou os utensílios santos que eram usados no templo de Jerusalém, pilhados durante a invasão babilônica, para fazer uma “balada”. Mas no meio da bagunça aparece uma mão – não a do Ultraman, mas a de Deus – e escreve na parede as palavras mene, mene, tequel, parsim, que, interpretadas por Daniel, significavam que Deus havia contado os dias do reinado de Belsazar, decretando o término dele, sendo que o reino seria entregue aos persas; além disso, Deus havia revelado como o rei, que se achava o máximo, era, na verdade, o mínimo (Dn 5.25-28). Isso tudo porque Belsazar havia desafiado o verdadeiro Rei (Dn 5.23).

Na página do cleptoapústula Estevam Hernandes no Facebook 


Assim, como Belsazar, a igreja evangélica brasileira desafia o verdadeiro Rei, dando glória a objetos de plástico (cartões de crédito), papel (dinheiro) e níquel (moedas), entronizando gente que deveria estar curtindo uma temporada no Urso Branco (presídio federal em Porto Velho) e adorando a mentira, em vez de adorar a Verdade Encarnada (Jo 14.6). Mas, como se diz lá em Minas, enquanto existir cavalo, São Jorge não anda a pé. Enquanto existirem pessoas dispostas a “faturar” usando o nome de Deus, existirá um mercado amplo de gente disposta a amar o engano. O contrário também é verdadeiro. Enfim, vivemos simplesmente a lei da oferta e da procura: gente prostituindo a Palavra e gente querendo uma palavra prostituída. No fim das contas, o verdadeiro Deus, que pesa os corações, está pesando os da igreja evangélica brasileira. E os tem achado ocos, vazios, leves. Sem vida. Mas com muita disposição para idolatrar mãos gigantes do Ultraman.


Digão acha que falsos profetas precisam levar uma palmada de mão aberta na nuca, para o Genizah


Fonte:http://www.genizahvirtual.com/2013/02/a-mao-gigante-mao-na-parede-e-o.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Quem doa dinheiro aos mercenários da fé é apenas uma vítima?


Quem doa dinheiro aos mercenários da fé é apenas vítima?

Ninguém é uma "tabula rasa"!
Por Gutierres Fernandes Siqueira

Vez ou outra lemos sobre um fiel arrependido processando a igreja da qual era membro porque ao ofertar não recebeu a “bênção divina” esperada. Essa bizarrice é comum em denominações adeptas da "teologia da prosperidade". Há quem veja nessas pessoas - sujeitos que vendem casas, propriedades e carros para entregar ofertas nas igrejas empresariais- como vítimas inocentes de lobos devoradores. Bom, já acho que a coisa não é tão branco no preto.

Embora o mercenário da fé seja um pilantra no ponto de vista ético e um falso profeta na visão religiosa, não é exagero afirmar que a maior parte daqueles que entregam fortunas em igrejas, na busca mágica do milagre imediato, é igualmente carente de um caráter nobre. Vítima? Sim, mas não somente!

Boa parte dessas “vítimas” estão comprometidas numa relação contratual com mercenários. Movidas pela ambição, elas caem nas tentações mais chulas e encaram Deus com um ídolo pagão, ou seja, um ser manipulável pela quantidade de oferta entregue. Certamente que uma pessoa aperfeiçoada pelo caráter de Cristo não buscará uma relação tão vulgar com o Todo-Poderoso.

Ah, mas são pessoas manipuladas, dirão alguns. Ora, acreditar que um ser humano pleno de suas faculdades mentais seja plenamente manipulável por outro é como acreditar no Papai Noel. A manipulação na arena religiosa é também uma concessão do "manipulado". Ninguém é uma tabula rasa.

Portanto, sempre que eu vejo uma “vítima” do falso profeta da prosperidade eu lembro desse trecho da epístola do Tiago: “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte”. [1.14-15]


Leia Mais: O mito da "manipulação midiática"

Fonte:http://www.teologiapentecostal.com/2013/02/quem-doa-dinheiro-aos-mercenarios-da-fe.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Calvinistas, Pelagianos e a Homossexualidade - uma visão Reformada!


Calvinistas, Pelagianos e a Homossexualidade - uma visão reformada

Renascimento_capela_sistina-pecado-original--por-Michelangelo

Misty Irons


Como já expliquei num artigo anterior, não penso haver contradição na crença de que os seres humanos são moralmente culpados pela condição pecaminosa não escolhida por eles mesmos. Creio que os homossexuais não escolheram sua orientação sexual, todavia, eles podem ser corretamente julgados por Deus pela violação de seu mandamento da criação simplesmente por serem homossexuais, a despeito de agirem ou não de acordo com sua orientação sexual. Como cristãos reformados, entendemos que esta é a própria definição do pecado original, a saber: entramos neste mundo como filhos de Adão, aos quais foi imputada a culpa do primeiro pecado de Adão e de quem herdamos a corrupção de nossa natureza mesmo antes de começarmos a agir por conta própria. Antes da autoconsciência, da consciência moral ou da consciência da capacidade pessoal de escolha começarem a se formar nos primeiros estágios da vida, já estamos condenados e corrompidos, e somos obrigados a colher os frutos dessa condenação e corrupção vivendo de forma pecaminosa (Breve Catecismo de Westminster 18). Não há boas obras suficientes, praticadas por nós, capazes de reverter o pecado original, razão pela qual o Evangelho nos diz que devemos ser salvos exclusivamente por intermédio da justificação pela fé em Jesus Cristo que nos perdoa os pecados e imputa o mérito da justiça de Jesus em nossa conta (Breve Catecismo de Westminster 33).

Nem sempre cri como agora a respeito dos homossexuais. Eu costumava afirmar que a homossexualidade era uma escolha devida ao desejo sexual pervertido, incontrolado, e que "orientação sexual" era apenas um eufemismo político com o intuito de retirar da homossexualidade qualquer senso de responsabilidade. Além do mais, por saber que a Bíblia condena os homossexuais, a explicação não era convincente e, além disso, os ativistas homossexuais radicais tinham adotado uma resolução temerária, de forma que a questão da escolha parecia estar resolvida.

Cinco anos atrás, dois homossexuais se mudaram para o apartamento vizinho ao nosso, e tentei estabelecer com eles uma amizade com o propósito de partilhar o Evangelho. Os dois eram muito educados e excelentes vizinhos, mas nunca passamos da amizade pro forma e, aparentemente, nada que eu fizesse poderia ultrapassar a barreira interposta por eles. Dois anos depois, um deles morreu por complicações relativas à aids, e eu me senti péssima por Deus ter colocado em meu coração, durante dois anos, que deveria testemunhar para eles, mas por eu não saber como ajudá-los, um deles morrera sem, talvez, ter conhecido a Cristo. Além disso, o rapaz que morreu de aids jamais dissera ser portador do vírus, e senti-me desconfortável pelo fato de ele temer falar sobre sua situação por eu ser cristã (talvez ele imaginasse que eu o julgaria por isso).

Foi por essa razão que comecei a ler livros de autores homossexuais. Eu queria ver o que poderia aprender sobre a "cultura gay", e entender melhor como dialogar com eles. Com a aids se espalhando pelo mundo todo, seu destino eterno dependia da minha habilidade de não ser tão ignorante, como eu fora com meu vizinho. Não estava esperando ser iluminada sobre nenhum assunto, de fato, minha expectativa era ficar bastante desgostosa com o que encontraria. Quanto mais eu lia, mais convencida me tornava de que eles não escolheram ser homossexuais. Eu esperava que as pessoas falassem sobre sua curiosidade sexual e experiências durante a juventude que as teriam levado a trilhar esse caminho, ou histórias de pessoas molestadas sexualmente, resultando em desorientação sexual e comportamento autodestrutivo.

Em vez disso, eu li relatos sobre a infância de pessoas que cresceram sob circunstâncias muito normais num ambiente familiar tradicional em alguns casos até mesmo famílias religiosas conservadoras cientes, já por volta dos quatro ou cinco anos, de que algo nelas era diferente. Um homem descreveu lembranças de querer estabelecer um vínculo emocional com outros garotos do curso da escola de ensino fundamental, e eles retribuíram de forma mais insinuante que a simples amizade, confundindo-o, por não conseguir entender o que se passava. Ele falou sobre como, durante o ensino médio, ainda embaraçado e procurando descobrir o que havia de diferente nele, roubou da biblioteca um livro de fisiologia humana para saber se lhe faltava alguma parte essencial da estrutura física masculina .

Outro homem disse que todos os seus amigos do ensino fundamental não mais consideravam as garotas "esquisitas", mas ele mesmo, ao entrar na puberdade, por volta dos 12 anos, estava completamente horrorizado ao perceber que sonhava com garotos no lugar de garotas, e acordava se sentido sujo, doente e amedrontado com o que acontecia.

Para outras pessoas que passaram por esse período, muito tempo e energia foram gastos tentando esconder o que passavam dos amigos do ensino médio, completamente apavorados pela idéia de serem expulsos ou surrados se outros garotos descobrissem seus sentimentos pelo mesmo sexo. Quando adultos, devotaram anos para tentar mudar, gastaram milhares de dólares em psicoterapia ou hipnose, filiaram-se a igrejas fundamentalistas no esforço de enclausurar seus sentimentos, casaram-se com pessoas do sexo oposto (na esperança de aprender a gostar delas), e não raro, essas experiências terminaram no fundo do poço, nas drogas, nas ruas ou em suicídio.

Na noite do domingo passado, recebi uma ligação de um amigo homossexual que me disse, chorando, que cortaria seu braço direito se isso pudesse fazê-lo heterossexual. Ele não queria ser homossexual, mas se sentia incapaz de mudar, e queria saber se valia ainda a pena viver. Todos os meus amigos e amigas homossexuais sabem que eu sou uma cristã conservadora que crê na interpretação tradicional do ensino bíblico a respeito da homossexualidade, mas eles não parecem se importar. O que lhes interessa é que eu ouço suas histórias, e creio neles quando descrevem suas tentativas de mudança  geralmente o ponto onde a conversa é interrompida e choramos. Nos últimos dezoito meses tenho trocado muitos e-mails, conversado ao telefone, partilhado refeições, chorado com muitas pessoas, e conversado até longas horas na noite. Algumas vezes penso que meus amigos homossexuais estão realmente felizes por eu ser uma cristã conservadora porque, no fundo do coração, sabem que sua homossexualidade é um pecado contra Deus. Eles não ousariam crer que Deus pudesse amar alguém como eles, mas quando vêem que uma cristã conservadora os ama, isto lhes dá esperança de que talvez Deus os ame também.

Quero dizer a meus amigos homossexuais que a fé reformada possui respostas para eles. A maioria dos cristãos evangélicos pode apenas oferecer-lhes a resposta pelagiana: todo pecado é uma escolha, e pelo fato de a homossexualidade ser pecado, também se trata de uma opção. A menos que possam rejeitá-la, perecerão. Digo a meus amigos: mesmo que eles não tenham escolhido a homossexualidade, ela ainda é pecado, e eles serão julgados por Deus por causa de seu problema  que é o problema de toda a humanidade. Todos nós estamos condenados a perecer não por causa das nossas escolhas pecaminosas, mas por causa da imputação do pecado de Adão e da corrupção herdada por nossa natureza. A doutrina do pecado original é extremamente difícil de ser crida pelas pessoas por dizer que não temos escolha no que tange ao destino eterno. Ela fala da nossa condição impotente e perdida diante do Deus santo, e as pessoas não querem isso. Ao contrário, desejam enganar a si mesmas crendo poderem escolher a moralidade.

Entretanto, o homossexual não é enganado. Ele conhece de forma diferente. Experimenta a cada dia o significado de ser completamente incapaz de redimir a si mesmo (em sentido moral), e deve viver cada dia na miséria dessa condição. Quero falar a homens e mulheres homossexuais sobre as boas novas da justificação por meio da imputação da justiça de Cristo à conta deles, exortando-os ao apego a Cristo pela fé; e da mesma forma que Abraão contemplou o próprio corpo sem vitalidade ser fortalecido, que meus amigos olhem para fora de si mesmos  na direção da promessa da ressurreição do corpo (Romanos 4:19-25).


Sobre a autora: A autora é esposa do Rev. Lee Irons.
Fonte : Nicotine Theological Journal, vol. 6, no. 2 (abril de 2002).
Traduzido por: Rogério Portella
Este artigo é parte integrante do portal http://www.monergismo.com
Dica do Isac Senna




Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2013/02/calvinistas-pelagianos-e.html
Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Trágica Vinda de Bem no Rim ao Brasil!


A trágica vinda de Benny Hinn ao Brasil



Por Márcio Jones


Diante de alguma controvérsia doutrinária ou evento de questionável índole, o puritano John Owen (1616-1683) possuía um método solucionador interessante, o qual quero apresentar. Owen nunca tratou um problema direta e imediatamente; sempre o colocou em seu contexto. Além disso, não se precipitava em responder a perguntas suscitadas. Antes, perguntava: “que princípio está aqui envolvido”? Em seguida: “onde isto se encaixa na doutrina e no ensino geral da Bíblia?”. Vejo tal postura como muito equilibrada, que se distancia, principalmente, de análises equivocadas por falta de conhecimento e que diplomaticamente se adequa até mesmo à mais acirrada discussão teológica. Afinal, se nos dizemos cristãos, sobretudo reformados, invocamos como única regra de fé e prática a Sagrada Escritura, e, para solucionarmos dúvidas teológicas, devemos nos dirigir a Ela em última instância, e as paixões e partidarismos que fiquem em segundo plano. 

Partindo desse pressuposto, quero tecer alguns comentários sobre a recente vinda do sr. Benny Hinn ao Brasil, sobretudo à Taguantinga-DF, e as reuniões por ele lideradas, em geral, rotuladas de “cultos de avivamento”. Entendo que é de suma importância ao se estudar determinado instituto doutrinário identificarmos aquilo que não está contido em seu conceito. Ou seja, para que compreendamos o que vem a ser um avivamento, necessário é sabermos o que não é um avivamento. Para tanto, convém que tratemos um pouco sobre o ministério de um homem chamado Charles Finney. 

No século XIX, avivamento passou a ser um assunto de grande relevância, a partir do ministério do pastor Charles Finney, então presbiteriano, mais conhecido por suas técnicas do que por sua teologia nada ortodoxa. Antes dele, tais manifestações eram tidas como soberanas, graciosas e inesperadas, provenientes de Deus. Finney, porém, após narrar uma experiência marcante com o Espírito Santo, passou a compreender que avivamento espiritual nada mais é do que o emprego de determinadas leis espirituais. Ele o comparou à semeadura. Pensava que da mesma maneira com que se cultiva uma semente, no campo espiritual, se houver rigorosa observância aos métodos corretos o avivamento é possível de ser fabricado. É dizer, se o povo de Deus se arrepender de seus pecados e os confessar, buscar a Deus em oração, o avivamento virá.

Finney, então, começou a colocar tais métodos em prática. Ele costumava visitar cidades onde havia igrejas presbiterianas ou não, nas quais fazia reuniões de uma semana, pregando contra o pecado e a necessidade de as pessoas se arrependerem de seus pecados e se humilharem diante de Deus. Com efeito, ele narra, e outros também, resultados extraordinários, como quebrantamento, cidades inteiras mudadas pelo Espírito Santo mediante. Finney então inaugura um tipo de ministério que não havia antes na igreja, que é o do ‘avivalista’, um pastor especialista em produzir avivamentos.

Em sentido contrário, à luz da Escritura notamos que avivamento não é uma ciência, como afirmava Finney, mas um dom da graça da parte de Deus, impossível de ser produzido mediante a aplicação de determinados métodos. Segundo Franklin Ferreira, avivamento é “a ação soberana do Espírito Santo, agindo de tal forma que grande número de pessoas receba o evangelho ao mesmo tempo, enquanto a igreja abandona seus pecados”. Avivamento bíblico é, sim, um retorno às Escrituras, um retorno aos preceitos divinos, abandono dos ídolos. Algumas porções bíblicas consensuais entre os teólogos atestam esse posicionamento, por exemplo: Gn 35.1-15; 2 Rs 18.1 ; 2 Cr 14 e 15; 2 Cr 26; 2 Cr 34; Ne 8, 9.

Hoje, os expedientes adotados por Benny Hinn e os rótulos de suas reuniões, nos fazem lembrar, de imediato, de Charles Finney. Como no tempo de Finney, os cristãos da atualidade perguntam: “o que importa sua doutrina, se em tudo que Benny faz há grandes resultados, grandes manifestações de Deus?”. “Ora, tudo isso é, sim, o agir do Espírito Santo!”. Vigora o pensamento pragmático, de “aparentes” resultados, de grande concentração de pessoas, de comoção e histeria coletivas, desprezado o mínimo exame bíblico. 

O que pensar de um homem que abertamente diz que Deus não o permite pregar (veja vídeo no final, 10:50min.) — sem mencionar seus outros ensinos heréticos, veja aqui, por exemplo? Ora, se é a pregação o método por intermédio do qual Deus chama seus eleitos (Mc 1:38, Rm 10.14; 1 Co 1.21) e edifica a fé destes (Rm 10.17), como posso abraçar tal declaração como se viesse do próprio Deus?! O ministério de homens como Pedro, Paulo, Apolo estavam solidamente edificados sobre a pregação do evangelho. Vejamos Paulo, que de cidade em cidade anunciava o evangelho (At 13.16-41; At 14.1-7; At 16.13,14; At 17.10-31; At 18.5-11), procurando persuadir os seus ouvintes (2 Co 5.11). O escritor aos Hebreus afirma que "nestes últimos dias, nos falou Deus pelo Filho" (Hb 1.2). Cristo é a própria Palavra inegavelmente (Jo 1.1), sem mais revelações posteriores. E o trabalho do Espírito Santo, tão mencionado pelo pastor em comento, é glorificar a Cristo (Jo 16.14), dando-Lhe testemunho (Jo 15.26). Seria no mínimo ilógico glorificar a Jesus sem pregar o próprio Jesus, que é a Palavra. 

Não bastasse isso, há um convite despudorado a um cristianismo místico e esotérico que privilegia a experiência em detrimento da Escritura, como induz o referido pastor. Devemos provar os espíritos (1 Jo 4.1). E qual é o critério? Invariavelmente a Escritura, cujo conhecimento liberta (Jo 8.32). A nobre virtude dos cristãos de Bereia residia em seu hábito de não receber cegamente tudo quanto ouviam de um "avivalista" qualquer, mas em analisar avidamente as Escrituras a fim de comparar o conteúdo de um sermão com aquilo que estava escrito (At 17.11). Portanto, a experiência deve se conformar à Escritura, e não o contrário. Se assim não fosse, qual seria o critério para validar uma experiência anterior com uma posterior? E quando a comparação se der entre a experiência de um cristão e a de um budista ou de um hinduísta? Voltamos à mesma proposição: a baliza é a Escritura, a verdade que liberta, santifica e pavimenta a nossa comunhão com Deus. A fé cristã é essencialmente racional. Citando John Stott, "crer é também pensar".

Sola Scriptura!


Contrapondo Benny Rinn, John MacArthur explica o que é ser cheio do Espírito:


Fonte: Despertar de um avivamento
Divulgação: Bereianos
Fonte:http://bereianos.blogspot.com.br/2013/02/a-tragica-vinda-de-benny-hinn-ao-brasil.html#.UR58oh3WJp4
Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Minhas Impressões sobre a 15ª Consciência Cristã!


MINHAS IMPRESSÕES SOBRE 15ª CONSCIÊNCIA CRISTÃ

Por Renato Vargens
Terminou ontem a noite em Campina Grande na Paraíba, o XV encontro para uma Consciência Cristã. Durante sete dias, preletores de todo Brasil, ministraram a Palavra de Deus a um público aproximado de sessenta mil pessoas. Na ocasião líderes como Hernandes Dias Lopes, Aurivam Marinho, Geremias do Couto, Mauro Meister, Norma Braga, Joaquim de Andrade, Ricardo Bitum, José Bernardo, Jay Baumann e outros tantos mais abrilhantaram o evento anunciando com profundidade o Evangelho de Jesus.
O Encontro para a Consciência Cristã pode ser considerado o maior da América Latina. Nele são abordados temas como apologética, família, eclesiologia, música, comportamento, politica, dentre tantos outros mais.
Quanto à participação popular tivemos uma enorme multidão participando entusiasticamente de cada seminário, além obviamente de lotar as plenárias noturnas. De fato, Deus se fez presente naquele lugar, abençoando pastores, igrejas e milhares de pessoas de todo Brasil, levando-nos a crêr que em Cristo, podemos desfrutar de momentos preciosos de comunhão e edificação no Senhor.
Nessa Consciência Cristã, eu particularmente fui marcado por dois momentos. O primeiro quando cinco mil pessoas se ajoelharam diante do Eterno, clamando a Deus pelo Brasil e por um avivamento. O segundo quando milhares de irmãos em Jesus, deixaram de lado suas diferenças denominacionais e juntos celebraram a ceia do Senhor. Que momentos preciosos foram aqueles! Deus foi glorificado naquele lugar!
Parabéns a Vinacc e ao povo paraibano pelo XV Encontro para a Consciência Cristã. Minha oração, desejo e expectativa é que em 2014, na XVI edição do evento, a graça de Deus se manifeste de forma especial sobre a Paraíba e o Brasil trazendo sobre essa sofrida nação lampejos de um salutar avivamento.
Soli Deo Gloria!
Renato Vargens
***
Renato Vargens tem demonstrado, a cada ano, o seu comprometimento com o evento, na certeza que através deste evento Deus esta sendo glorificado. Púlpito Cristão.
Fonte:http://www.pulpitocristao.com/2013/02/minhas-impressoes-sobre-15a-consciencia-crista/
Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Oração para Depois do Carnaval!


Oração para depois do Carnaval


Nosso Pai Celestial,

Hoje é quarta-feira de cinzas, quando os foliões guardam suas fantasias e, exaustos, voltam à sua rotina. Aqueles mais religiosos farão penitências, e arrependidos por seus excessos, darão boas-vindas à Quaresma, período em que os cristãos católicos se preparam para a celebração da Semana Santa. Outros, indiferentes ao calendário religioso, simplesmente retomarão suas vidas, descobrindo que aquele vazio existente antes da festa da carne parecerá ainda maior.

Ninguém nos conhece tão bem quanto o Senhor. Tu sabes o quão suscetíveis somos às paixões carnais. Por isso, dirijo-me a Ti para rogar o Teu perdão e a Tua misericórdia sobre nosso sofrido povo brasileiro. Não somos inocentes. Sabemos exatamente onde e quando erramos e magoamos o Teu coração. Porém, nem todos conhecem a Ti por meio de Teu Filho Jesus Cristo. Estes carregam nos ombros o insuportável peso da culpa, sem ao menos saberem a quem recorrer em busca de alívio.

Muitos de nós, desejosos de Te agradar, preferiram privar-se da festa, isolando-se em seus domicílios ou em retiros promovidos por suas igrejas. Mesmos estes não estão imunes ao pecado, seja ele de ordem moral ou por pura presunção. No fundo, somos todos “farinha do mesmo saco”. O pecado não está na Avenida onde acontecem os desfiles, nem nos blocos, nos bailes ou na transmissão televisiva. Antes, o pecado está em nós, em nossa natureza caída. Por isso, todos, igualmente, temos nossas próprias razões para nos arrepender. Inclusive pela nossa indiferença e alienação.

Alguns de nós se expuseram, infiltrando-se por entre os foliões para dar testemunho do Teu amor. Destes, muitos voltaram frustrados por não obterem os frutos esperados. Outros voltaram relatando a experiência de ter alcançado alguns poucos foliões, dentre os quais, boa parte afastada da igreja. Obrigado, Senhor, por sua coragem e dedicação.

No meio a tanta perversão, pudemos ver lampejos da Tua graça nos lugares mais inusitados. Até nos desfiles das agremiações carnavalescas, com sua rica criatividade revelada nas alegorias, nas fantasias e nos sambas-enredos. Quão bom é o Senhor! Não há trevas que de tão densas não possam ser rasgadas por Tua luz. Mesmo assim, os homens Te dão as costas e preferem celebrar suas próprias paixões desenfreadas. Se fôsseis um Deus vingativo e rancoroso, Tua farias chover violentamente durante os festejos e, assim, estragaria a festa deles. Em vez disso, Tu nos brindaste a todos com dias ensolarados e noites estreladas. Isso me recorda o que Teu servo Paulo declarou aos moradores de Listra, afirmando que o Senhor “não deixou de dar testemunho de si mesmo, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações” (At.14:17). Quão bondoso é o Senhor!

É bem verdade que alguns desses sambas-enredos mencionaram o Teu nome, ora parecendo invocá-lo, ora louvando-o. Seria isso o que Teu Filho previra ao dizer que se calássemos as pedras clamariam?

Obrigado, Senhor, pelos inúmeros empregos gerados nesta época. Pela injeção econômica que nossa cidade recebe por causa do turismo. Embora, muitos desses turistas venham em busca de prazer carnal, anunciado pelas agências de turismo ao redor do mundo, através de cartazes com fotos de nossas mulatas desnudas. Que bom seria se a EMBRATUR investisse mais num turismo destinado à família em vez de buscar atrair um público predominantemente masculino procurando por sexo fácil. Eu realmente preferiria que nossa gente fosse querida por sua criatividade e hospitalidade, e não por sua licenciosidade. Ainda assim, obrigado, Senhor, pelo aumento na arrecadação de impostos que beneficia tanto nossa prefeitura, bem como o governo do Estado e a União. Pena, Senhor, que esses recursos não sejam revertidos para melhoria da qualidade de vida daqueles que com tanta alegria desfilam em defesa do pavilhão de sua escola de samba. Devo confessar, Senhor, que não me sinto confortável de saber que entre os que financiam os desfiles há contraventores, cujo dinheiro se mistura ao dinheiro público numa relação antiética e absurda. Quando, Senhor, os governos e a direção dessas escolas prestarão contas ao povo?

Vejo com bons olhos o fato de ricos e pobres se unirem num mesmo desfile. Mas até ali, a injustiça prevalece. Os verdadeiros protagonistas, que ensaiaram o ano inteiro nos barracões, desfilam no asfalto, enquanto que, artistas e gente renomada recebem destaque em carros alegóricos luxuosos. Preocupa-me a relação entre a classe artística e as escolas de samba. Não estou certo de que estejam apenas em busca dos holofotes. Mas Tu, Senhor, tudo conheces e julgas retamente.

Perdoe-nos os excessos, Senhor. Mesmos os cometidos em Teu nome. Perdoe-nos o excesso de corpos desnudos que fomenta a lascívia até no coração de irmãos que assistem pela TV. Perdoe-nos o excesso de julgamento que nos faz alimentar a presunção de sermos melhores e mais santos do que outros. Perdoe-nos os excessos de alguns de nossos jovens que, mesmo em retiro, dão vasão à carnalidade nas caladas da noite, enquanto seus líderes dormem.

Perdoe-nos por fechar nossas igrejas quando mais o mundo precisa de nós. Por entregar nossas cidades ao reinado de Momo. Perdoe-nos pela nossa apatia frente à necessidade dos bancos de sangue que, devido ao elevado índice de acidentes nas estradas e nos grandes centros, atravessam seu momento mais crítico.

Peço pelas famílias destroçadas durante os festejos carnavalescos, seja pelo abuso de álcool, drogas ou pela imprudência ao volante. Console, Senhor, aos enlutados. Restaura àqueles que, no calor da folia, deram passos dos quais terão a vida inteira para se arrepender.

Ajude-nos, Senhor, a que sejamos mais compassivos e menos jactanciosos. Que sejamos sal da terra, luz do mundo, e não sal no saleiro ou holofotes voltados para nós mesmos. Que tenhamos mãos estendidas no lugar de dedos em riste. Tire-nos de nosso comodismo e ostracismo, e conduza-nos na direção do outro, mesmo quando este pensa e age de maneira contrária aos nossos valores e princípios. Que o mundo conheça através de nosso testemunho de amor, aquela alegria perene que não termina em cinzas, festa que não tem hora para acabar.

Em nome de Jesus, Teu precioso Príncipe,

Amém.





Fonte:
http://www.genizahvirtual.com/2013/02/oracao-para-depois-do-carnaval.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carnaval Existencial!


Por Tiago Mota. 

É meu povo, o carnaval mais uma vez bate a porta, e nada mais atual e pontual, do que pensar um pouco no tema, um dos símbolos dessa festa são as máscaras, nesse período do ano sempre tem um engraçadinho usando uma, já percebeu isso?
Existem máscaras de todos os tipos e tamanhos, coloridas, pequenas, discretas, grandes, formatos diversos, de super-heróis, bandidos, terroristas, presidentes e até de jogadores (pobre Neymar). 

Em nossa geração a existência imita a festa, nunca foi tão comum usar máscaras, tem aquelas que se usam no trabalho, outras para se usar com os amigos e é claro não podemos esquecer das máscaras para se usar em casa! Fico espantado, a cada dia que passa vejo um carnaval, perdi o encanto por máscaras, para mim elas são comuns, 365 dias do ano vejo engraçadinhos brincando com sua existência, mas aqui para nós, elas não costumam durar muito, assim como aquelas de plásticos que compramos na rua 25 de março em São Paulo, elas quebram, o elástico é fraco! 

Viver está cada dia mais difícil, se prestarmos atenção vamos enxergar em nossa volta, uma tensão na face das pessoas, cada um querendo ser o que se não é! Esperando a hora oportuna para tirar a “face” que quer para aquele momento; mais o que realmente são? O que realmente somos? O que está por detrás das máscaras da festa existencial do “não-ser”? A alguns ainda que “parecem” não ter problemas, escondem seus desesperos, suas angústias, seus pecados e imundícies, só fachada! Só uma feição que não é a dela, simplesmente enfeites existenciais do agora! 

Lembro-me do texto em que o profeta Samuel vai ungir o futuro rei da nação de Israel, o mesmo levado pela aparência de um dos filhos de Jesse (Eliabe) diz: “certamente está perante o Senhor o seu ungido, porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para sua aparência... Porque o tenho rejeitado” (conferir primeiro Livro do profeta Samuel Capitulo 16, versos 6c a 7), o que mostramos para os homens nada vale, o Eterno nos conhece na essência, não olha para se estamos usando Armani, Gucci ou Victoria´s Secret, Ele olha além das maquiagens. 

E ao pensar no conclave protestante...? Que se reúnem para escolherem os representantes de Deus na terra, sinto uma azia e até náuseas, suas máscaras de ouro, seus palácios de mármores, sua existência maltrapilha e suas festas da carne dentro do templo que teria que ser chamada casa de oração! (conf. Evangelho Segundo São Mateus Capitulo 7, Versículos 21 a 23), que o Eterno nos ajude a viver sem máscaras, tanto o clero quanto o povão!

Tiago Mota é pastor da primeira igreja batista em Mococa/SP, professor de teologia sistemática e educação cristã, é fundador e colunista do blog Teologia do Povo [http://teologiadopovo.blogspot.com.br/] e vai contribuir com nosso trabalho!

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM! 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mercados da Fé!


Mercados da Fé


Ao analisar a trajetória das religiões evangélicas no Brasil, a historiadora Karina Bellotti, da UFPR, afirma que o crescimento do mercado gospel influencia também o consumo atrelado a outras religiões, como a católica



Alice Melo


Neste mês, a Revista de História aborda, em profundidade, a trajetória dos evangélicos no Brasil. Autora de texto que explica a ‘Imagem da capa’ desta edição e fonte da reportagem ‘No ritmo de Jesus’, a historiadora Karina Kosicki Bellotti, professora da UFPR e autora de “Delas é o reino dos céus: mídia evangélica infantil na cultura pós-moderna do Brasil (1950-2000)”, explica o crescimento das religiões evangélicas nas últimas décadas. Em entrevista, a pesquisadora destrincha o surgimento da cultura gospel e indica de que maneira ela está sendo assimilada pela cultura brasileira, em suas múltiplas formas e códigos.

Karina Bellotti
Revista de História da Biblioteca Nacional: Diante do crescimento das igrejas evangélicas nas últimas décadas, poderia explicar as semelhanças e singularidades entre as religiões que vemos hoje?

Karina Bellotti: Observamos um crescimento evangélico, predominantemente pentecostal, desde os anos 1980, mais acentuadamente a partir dos anos 1990. Uma das principais razões é o empenho de algumas igrejas e de fiéis na evangelização por diferentes maneiras – seja entre seus pares, seja pelos meios de comunicação (uso de rádio, TV, mídia impressa), seja pela estratégia de atração de fiéis em cultos, shows, celebrações, campanhas.

Os chamados protestantes históricos são os luteranos, presbiterianos, metodistas, anglicanos, episcopais, congregacionalistas – igrejas criadas no século XVI, herdeiras diretas e indiretas da Reforma, e que vieram para o Brasil no século XIX, com imigrantes europeus e missionários norte-americanos. Ao final do século XIX, esse grupo teve algum crescimento na trilha do café e em algumas cidades com núcleos republicanos liberais, que viam nos protestantes uma forma de trazer o progresso – e o embranquecimento – ao Brasil. Foram os primeiros a investir em meios de comunicação para evangelização.

Já os pentecostais surgem de um ramo evangélico americano do início do século XX nos EUA, em cultos que reproduziam o Pentecostes, a passagem bíblica de Atos dos Apóstolos em que o Espírito Santo manifesta-se em forma de glossolalia, dons de cura e profecia, no movimento de avivamento da Rua Azusa, em Los Angeles, em 1906. A partir de 1910 já havia pentecostais no Brasil – primeiro com Luigi Fancescon, fundador da Congregação Cristã no Brasil, e depois em 1911 com Gunnar Vingren e Daniel Berg, fundadores da Assembleia de Deus. Esse pentecostalismo se diversifica principalmente a partir dos anos 1950 e 1960, com o maior uso dos meios de comunicação, até chegarmos ao tal famoso neopentecostalismo, caracterizado pela Teologia da Prosperidade, pela liberalização dos usos e costumes e pela guerra ao diabo, presentes em maior ou menor grau em igrejas como a Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo, Igreja do Poder Mundial de Deus, dentre outras.

E ainda há uma diversidade de igrejas independentes, comunidades cristãs, casas de oração, devido ao caráter fragmentário do protestantismo. As ideias de livre interpretação das Escrituras e do sacerdócio universal dos santos, trazidas por Lutero, retiraram a autoridade da Igreja Católica na devoção e no controle dos rituais, da “comunicação” entre o fiel e a divindade, permitindo que qualquer pessoa pudesse sentir o chamado para servir a Deus – e abrir sua igreja. Esses elementos também são responsáveis pela atuação dos evangélicos – muitos que se convertem querem testemunhar a transformação que Deus fez em suas vidas, fazendo uma “evangelização informal”, no dia a dia – usando inclusive produtos do chamado “mercado evangélico”, camisetas, folhetos, cartões, marca páginas e presentes com mensagens evangelísticas, músicas, dentre várias opções de produtos que existem atualmente.

RHBN: É possível afirmar que há uma identidade evangélica brasileira?

KB: Acho arriscado afirmar que existe uma identidade evangélica brasileira – os historiadores devem procurar as diferenças dentro da diferença, parafraseando Joan Scott. Da mesma forma que não é possível falar de uma identidade católica brasileira, pois há vários catolicismos dentro do catolicismo. O que ocorre é que vivemos desde os anos 1950/1960 um período de competição religiosa, que tem acentuado determinadas tendências, como o carismatismo, além do próprio crescimento do mercado evangélico, que cria determinadas padronizações de produtos para o público evangélico – livros de autoajuda e de vida cristã, música “gospel”, vestuário, e até material escolar – que tem sido consumido por evangélicos das mais diferentes tendências. Porém, há diferenças profundas que precisam ser consideradas.

RHBN: O que diferencia as manifestações culturais evangélicas no Brasil do resto do mundo?

KB: De maneira geral, o protestantismo e o pentecostalismo brasileiro possuem uma forte ligação cultural com matrizes norte-americanas, mesmo que muitas igrejas atuais sejam nacionalizadas há gerações. A cultura evangélica norte-americana, que nunca foi homogênea, transita pelo mercado editorial, pelo mercado fonográfico, pelo circuito de palestras de pastores e pregadores no Brasil, e pela circulação de pastores e lideranças brasileiras por universidades e igrejas americanas. Vejo semelhanças, como o crescente investimento em estratégias empresariais de gestão de igrejas e de formação de lideranças; mas também vejo diferenças, como o maior crescimento pentecostal no Brasil – algo que nunca ocorreu de forma significativa dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, a chamada “Igreja Eletrônica” era um entidade autônoma – existem ministérios de comunicação em que uma liderança vive de seu trabalho na mídia, em diversos meios. Já no Brasil, a comunicação é tanto usada para atrair pessoas para as igrejas, como também é a missão, o ministério de alguns evangélicos. Porém, é marcante o fato de o protestantismo sempre ter sido uma religião “de minoria”, vista por boa parte da sociedade brasileira como culturalmente estranha ao cenário afro-católico-espírita; é com essa realidade que os protestantes no Brasil sempre dialogaram, enquanto que nos Estados Unidos o protestantismo é a religião eleita como parte integrante da identidade nacional.

Carla Ribas, apresentadora de programa de TV da Assembleia de Deus / Acervo: Centro de Estudos do Movimento Pentecostal


RHBN: Com a fragmentação de identidades na sociedade atual, o que entendemos por cultura brasileira está mudando. Neste movimento, o que ela estaria incorporando destas religiões que tradicionalmente não fazem parte da 'matriz religiosa' brasileira? E o contrário?

KB: Não acredito que exista uma só cultura brasileira – existem práticas e crenças mais identificáveis com a nossa história, mas não há como falar em algo genuíno deste ou daquele lugar, como se não houvesse um mínimo de hibridismo. Porém, para dar um exemplo bem conhecido, o caso das sessões de descarrego da Igreja Universal são uma forma de hibridismo de uma prática não muito comum do cristianismo – o exorcismo, a expulsão de demônios – e o descarrego feito na umbanda, mas com um outro sentido. Na Universal, espíritos conhecidos na umbanda e no candomblé são demonizados - coisa que não ocorre nas religiões afro – e são exorcizados como forma de limpeza e libertação espiritual.

Sobre a via contrária: a questão da influência do protestantismo na cultura brasileira é uma preocupação de lideranças e até de intelectuais do meio. A atuação das igrejas chamadas “neopentecostais” têm mudado a dinâmica religiosa no Brasil, imprimindo uma competitividade que mobilizou a Igreja Católica a investir mais ostensivamente na evangelização e nos meios de comunicação, além da maior presença do carismatismo tanto no pentecostalismo como na Renovação Carismática Católica. Em algumas emissoras católicas, por exemplo, vemos a venda de produtos abençoados, livros, vídeos e CDs e DVDs, tal como em alguns programas evangélicos. O crescimento evangélico tem diminuído o número de terreiros em alguns lugares do Brasil, pela conversão de muitas mães e pais de santo. E também vemos uma pentecostalização do campo evangélico, com a incorporação de dons de cura e profecia, e até descarrego e cultos de libertação e ideias de prosperidade em igrejas que historicamente não o faziam, como algumas Assembleias de Deus. Agora, se isso trará uma mudança em termos de “ética protestante” – se é que podemos pensar dessa forma -, não vejo como medir em termos nacionais.

RHBN: Num tempo em que a felicidade é vendida como objeto de consumo, por que uma 'mercantilização da fé' é tão mal vista pela parte não-crente da sociedade?

KB: Porque no Brasil a religião sempre teve uma relação mais dissimulada com o dinheiro. Durante a Colônia e o Império, o catolicismo era a religião oficial, não necessitando do sustento direto dos fiéis, pois também contavam com recursos externos. Já as igrejas protestantes sempre foram autônomas e dependeram dos seus próprios recursos, incluindo o dízimo – que também faz parte das práticas católicas. Isso é um ponto – a ideia de que religião e dinheiro não se misturariam, um macularia o outro.

Quem de fato introduz um mercado de produtos cristãos são os evangélicos, inspirados no modelo americano, a partir dos anos 1980. Antes disso, a mídia impressa foi a maior produtora de bens culturais religiosos consumidos. Além disso, um incipiente mercado fonográfico surge a partir dos anos 1960 e 1970, desenvolvendo-se em gigantes como a MK, a Line Records, e até selos cristãos em gravadoras seculares, como a Som Livre e a Sony Music.

Outro elemento que surge e circula pelos meios de comunicação é a chamada “Nova Era”, um conjunto de práticas e crenças que alia tradições orientais e ocidentais, esoterismo e misticismo, e que se difunde por livrarias, oficinas, cursos, programas de Tv e rádio, vídeos, apontando para uma religiosidade mais fluida e individualizada. Mas, quando os produtos em questão são vistos de alguma forma como “portadores de cultura”, parecem não carregar uma aparência de “mercadoria”. Agora, o outro lado do conceito de “mercantilização da fé” estaria na venda de bens religiosos, de promessas de salvação ou de libertação de males físicos, emocionais, ou de carências materiais, disponíveis pela lógica da Teologia da Prosperidade, em que o fiel deve dar uma oferta em dinheiro em troca deste bem. Pois bem, isso também ocorre nas religiões afro – vemos aqui a ideia da troca do fiel com a divindade, para receber um benefício na terra.

Por isso, é importante que os historiadores que estudam religiões no tempo presente possam problematizar esses preconceitos e sensos comuns sobre as religiões no geral, pois há uma grande diversidade de práticas e crenças, atendendo a diferentes necessidades, sentimentos e vontades, e que se transformam ao longo do tempo e no contato diário entre crentes, e não-crentes. Saber olhar para o que é dinâmico é tão importante quanto reconhecer as permanências dentro dos fenômenos religiosos.


Fonte:http://www.genizahvirtual.com/2013/02/mercados-da-fe.html

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós! AMÉM!

Seguidores