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Mostrando postagens de Novembro, 2013

NÃO, VOCÊ NÃO É A IGREJA!

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NÃO, VOCÊ NÃO É A IGREJA!Por Frank Brito “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja aqueles que se haviam de salvar”. (Atos 2.46-47) “Contudo, uma vez que agora nosso propósito é discorrer acerca da Igreja visível, aprendamos, mesmo do mero título mãe, quão útil, ainda mais, quão necessário nos é seu conhecimento, quando não outro nos é o ingresso à vida, a não ser que ela nos conceba no ventre, a não ser que nos dê à luz, a não ser que nos nutra em seus seios, enfim, sob sua guarda e governo nos retenha, até que, despojados da carne mortal, haveremos de ser semelhantes aos anjos (Mt 22.30). Porque nossa habilidade não permite que sejamos despedidos da escola até que tenhamos passado toda nossa vida como discípulos. Anotemos também que fora de seu grêmio não há de esperar-se nenhuma remissão de pecados, n…

FÉ E CIÊNCIA!

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FÉ E CIÊNCIA

Luis A R Branco

Durante algum tempo da minha vida cristã fui ensinado que questionamento é o oposto da fé e que enveredar por estes caminhos trariam grande dano a minha fé e relação com Deus. Atrelado a isto acompanhava o ensino de me afastar de certos escritores tais como Friedrich Wilhelm Nietzsche, René Descartes, Bertrand Russell, entre outros, por serem nocivos à fé cristã. No entanto, a curiosidade e minhas faculdades naturais me levaram justamente a ler tais escritos proibidos.
No entanto, como amantes dos livros, em simultâneo lia os clássicos da literatura cristã com suas teologia sólida e inabalável. Me deliciei em Martin Llloyd-Jones, João Calvino, Charles H. Spurgeon, Agostinho, Eli Stanley Jones, entre outros. Se por um lado havia questionamentos profundos, sinceros e honestos, por outro lado recebi respostas satisfatórias, profundas e honestas. Hoje, com meus quase quarenta anos, não vejo brechas em minha fé, ao contrário a vejo fortalecida.
Eu poderia até fa…

TODOS SERÃO SALVOS NO FINAL?

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TODOS SERÃO SALVOS NO FINAL? Por Augustus Nicodemus Lopes Os que acreditam que Deus, no final, vai perdoar, receber e dar a vida eterna a todos os seres humanos são geralmente chamados de universalista ou restauracionistas. Esta última expressão vem de apokatastasis, termo grego tirado de Atos 3:21. Ali, o apóstolo Pedro fala da “restauração de todas as coisas”. Apesar de Pedro estar se referindo à restauração da criação, os universalistas entendem que a salvação de toda a raça humana está incluída no processo. O universalismo, portanto, é a crença de que, ao final da história deste mundo, Deus haverá de salvar todos os seres humanos, reconciliando-os consigo mesmo mediante Jesus Cristo. Nesta crença, não há lugar para a doutrina da punição eterna, a saber, a ideia de um inferno onde os pecadores condenados haverão de sofrer eternamente por seus pecados. Muitos podem pensar que o universalismo é coisa recente de pastores modernos, como o famoso Rob Bell, por exemplo. Todavia, a salva…

O Cristo da nossa fantasia!

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O Cristo da nossa fantasia
Hermes C Fernandes

Uma das passagens mais misteriosas do Novo Testamento é a que narra o encontro entre Jesus e dois dos Seus discípulos no caminho de Emaús. O que chama mais a atenção neste episódio é o fato de eles não O reconhecerem de primeira mão. O que os impediu, afinal? Ainda que fossem discípulos novatos, provavelmente já haviam estado com Ele o suficiente para reconhecê-lo. Em vez disso, travaram um diálogo onde demonstraram o quão frustrados estavam pelo fim fatídico que havia tido o seu mestre três dias antes.
Jesus se aproxima como se fosse um peregrino qualquer. Propositadamente, não se apresenta. Apenas pergunta do que se lamentavam. Eles o respondem grosseiramente: “És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias” (Lc. 24:18)?
O texto diz que eles estavam como que com os olhos vendados, de sorte que não pudessem identificar o próprio mestre. Como explicar isso?
Certamente, o que os mantinha neste estado…

Minha Maioridade e o Protestantismo!

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Minha Maioridade e o Protestantismo
Por André Gomes Quirino

Quando criança, eu tentei criar "uma heresia só minha", para evocar as palavras do católico Chesterton. Não sei que idade eu tinha – talvez uns seis anos –, mas aquela invencionice por algum motivo me marcou. Pela mesma época em que procurava meios de dominar o clima (ordenar a chuva, o sol, o vento), eu houvera escutado que, sempre que chove, o céu está chorando pela morte de alguém. Acreditei. E as chuvas, para mim, passaram a ser mais melancólicas do que o normal. Numa bela manhã (porque aprecio mais as manhãs chuvosas do que as manhãs ensolaradas), num terreno abandonado que ficava em frente à minha casa, a chuva apagava uma fogueira que estivera acesa, fazendo-a evaporar. Incrementei a heresia: não só a chuva representava que alguém havia morrido, como a fumaça que subia para o céu representava a pessoa morta em caminho à eternidade. Por alguns minutos, levei aquilo muito a sério. Improvisei uma reza de oferecim…