POLÍTICA: O PAU QUE DÁ NO CHICO, NEM SEMPRE DÁ NO FRANCISCO!


O Brasil vive dias tão difíceis, que não fora o fato de termos um sistema democrático bem estabelecido, seria de temer que os poderes militares constituídos da nação se arvorassem a um levante armado a fim de botar ordem na casa.

Tomara Deus estejamos para sempre livres de tais arbítrios!

Quando surgiram os primeiros rumores e denuncias de “mensalão”, eu estava na minha terra, o Amazonas, e, coincidência ou não, observei que de modo imediato houve um surto de desmatamento tão grande, que até mesmo nas imediações de Manaus o céu da cidade ficou preto de fumaça das queimadas, as quais, agora, já se mostravam com o mesmo descaramento do PT e de seus Valérios.


Sim, porque quanto menos autoridade o poder constituído possui como capital de integridade, mais descarados ficam os poderes paralelos, os quais existem da destruição que causam à vida e ao planeta, mas que se alimentam imensamente do descredito das autoridades que supostamente representam o exercício do poder para o bem, conforme Romanos 13 nos diz que deveria ser.

Não vou falar muito, embora tivesse muito o que dizer. Entretanto, o pouco que direi me é impossível não dizer. E a mim me dói que as pessoas implicadas tenham sido indivíduos a quem já tratei com muita amizade e consideração. E todos eles, hoje, são autoridades em estado de falência ou de decrepitância política.

Autoridades se tornam potestades espirituais, almas coletivas, representantes e sustentadores de poderes invisíveis! Daí terem tanto poder, sobretudo para o que é mau, já que o que é bom é sempre feito lentamente.

A realidade é simples, pois o fato é que o povo é como é o sacerdote; e também se torna semelhante a seus líderes e governantes.

Dignidade, quando é marca do rei, dignifica todo o povo. No entanto, o oposto é também verdade. Pois quando os que dão as ordens e levantam a bandeira da ética no governo e na condução do que é de todos, tornam-se, no mínimo, pessoas sob suspeição de desonestidade ou até mesmo de ações criminosas, tanto no que se refere ao crime de morte, como também no que concerne ao crime do roubo coletivo —, não há razão pela qual os Comandos Criminosos de São Paulo ou de qualquer outra cidade não se sintam com direito de defender os seus interesses com os meios ilícitos que lhes estão disponíveis, os quais não são feitos de arcenais de canetadas que criam roubos bilionários, mas de fuzís e metralhadoaras; e que não eliminam pela desonrar o inimigo, matando-lhe, em vida, o futuro político; mas sim mediante as ações de terrorismo, que, hoje em dia, já não sequestra mais apenas indivíduos, mas cidades inteiras; como desde de o fim de semana se vê acontecendo em São Paulo; assim como, de modo natural, acontece todos os dias no Rio de Janeiro; e, em escalas diferentes, e com configurações também distintas, porém igualmente violentas, no país todo.

No Rio, hoje, começa a aparecer algo que se insinua existir desde há muito. Infelizmente, não me é possível dizer outra coisa senão que lamento muito que esteja sendo assim; pois, se é de fato como se apresenta, os implicados tiveram todas as chances de ser e fazer diferente; e eu mesmo sou testemunha disto. Sem falar que a maioria deles, até mesmo pelas próprias conviçções de valor eterno que dizem professar, não deveriam estar onde estão e fazendo o que fazem; e, como se tal não bastasse, ainda orgulhando-se da honra de tal participação... Ora, foi assim até que seus supostos laranjas começassem a aparecer... O que os teria levado a entrarem em estado de desespero; é o que dizem de dentro; se é que é verdade. É claro que para o meio evangélico tudo isto será vendido como “perseguição política” (sendo ou não); e, os incautos, crerão assim de antemão, sendo ou não verdade. Todavia, se tais coisas, sendo reais (e aqui tento ser brando e isento) vierem de fato à público, o que se assistirá será o princípio do fim da “afliceta política” de um expressivo setor da igreja evangélica (o que abre espaço livre e poderoso para a IURD, que é o outro setor significativo) —; afliceta essa que tem sido bem escondida pelo triunfalismo político e moral dos que, arrogantemente, diziam que governariam para salvar o Brasil. Deus nos livre de tal salvação! Assim como também nos salve de todas as “salvações” que procedem da arrogância messiânica de todo e qualquer braço humano!

Agora, como se não bastasse, de modo verdadeiro ou não, abre-se um grave problema na nação; problema esse que só não se tornará grande se já estivermos completamente adoemecidos pelas cantigas de ninar do cinísmo patrocinado pela longa prática da impunidade.

A Revista Veja divulgou matéria na qual se diz mais ou menos o seguinte:

Que Daniel Dantas, dono do Opportunity, entregou a Veja o “caminho das pedras” para achar contas do Presidente, de Dirceu, de Tomáz Bastos, e de outros de igual importância, os quais estariam, agora, vivendo seu próprio “Dossiê Cayman”. Daniel teria feito isto em razão de estar sendo achacado ou prejudicado pelo PT e pelos governantes, que dele demandavam ou insinuavam investimentos no Partido dos Trabalhadores, mas que teria acabado se tornando dinheiro depositado nos nomes de pessoas físicas, e que são as mais importantes do governo do Brasil. Dantas teria entregue essas e muitas outras provas acerca de tais coisas. Entretanto, o acerto da Revista com o banqueiro era o de que ele permaneceria protegido como “fonte”; ou seja: tudo era “off”. A Veja, entretanto, tendo seguido as provas, esbarrou onde todo mundo esbarra nessa hora: caso o governo não peça oficialmente abertura das contas, o Governo das Ilhas Cayman não abrirá nada. Todavia, em tal caso, seria o próprio Presidente quem deveria pedir aquilo que ele obviamente jamais pediria para ser aberto no caso de ser verdade. Se não for, todavia, nada é mais fácil de limpar. Afinal, basta que haja a disposição de assinar a carta que autorize a abertura de quaisquer que sejam as contas nos nomes dos acusados, por mais eminentes que eles sejam; pois, quem não deve, não teme. Se for verdade, havendo vergonha, tal fato derrubaria o governo. Não sendo, todavia, põe a Revista Veja no inferno do jornalismo; isto no caso de haver vergonha, pois, não apenas a Revista teria sujado a vida de pessoas que existem de fato e verdade, e que não são apenas hologramas num jogo político; mas também teria infringido (em qualquer cenário já infringiu) a lei mais básica do jornalismo, que é a proteção da “fonte” e do “off”. Afinal, não sendo verdade, quem confiará outra vez na Revista Veja a fim de ser sua “fonte”? Isso sem falar no fato que, não sendo verdade, põe-se a população sob uma horrosa expectação, com trágicas consequências, seja na produção de tristeza, seja na criação de percepções equivocadas, ou seja pelo fato de Veja ter amado mais a si mesma do que ao compromisso que mais dá crédito a um meio de comunicação jornalística: a discrição e proteção totais para com a fonte que não deseja ser identificada, mas que está disposta a ajudar.

Assim, em ainda havendo vergonha, se for verdade, o Governo tem que cair. Se não for, Veja tem que fechar!

Afinal, esta deveria ser a proporção, pois se a matéria verdadeira de uma Revista pode fazer cair um governo; igualmente uma matéria desse teor e importância, sendo falsos, e divulgados conforme Veja fez, deveria, com igual gravidade, fechar a Revista.

Além disso, se for verdade, Daniel Dantas não deve ser visto como herói nacional. Mas apenas como um Jefferson aristocraticamente envernizado. Afinal, esse Daniel não foi para a cova dos leões por ausencia de razões; e ele mesmo sabe disso. Hoje Daniel já veio a público dizendo que sabia de ouvir falar, mas que nunca deu material a ninguém. Ora, Veja diz que tem as provas dadas por Daniel. Ou será que Daniel nega a autoria com a mesma cara de pau com a qual Veja o entregou como “fonte”? Se for assim, eles se merecem.

No início da semana passada se dizia que Lula estava babando de alegria com a desgraça política de Garotinho. Hoje, não sem desgraça, há quem pense que Garotinho agradece que as ruas de São Paulo e os problemas de Lula tenham diminuído sua presença negativa na mídia. Por outro lado, para Lula, o que acontece em São Paulo, por mais trágico que seja, fez com que a mídia que sempre lê a mídia, dessa vez tenha preferido a calamidade urbana dos paulistas, à grave denuncia da Revista Veja. Ou, então, não sendo nada disso, há uma grande orquestração, e cujos vasos comunicantes e seus diversos interesses ainda não se tornaram perceptíveis; ainda que, inevitavelmente, com o tempo apareçam.

De saída me vem uma questão: Por que será que a Globo, que no caso Garotinho & CIA LTDA se aliou à Revista Veja nas divulgações, agora, sem explicação, já por duas noites consecutivas, ignora o tema Lula & CIA LTDA, tanto ontem no Fantástico, como também hoje no Jornal Nacional?

Em circunstâncias normais, a Globo, mesmo não tendo dado o “furo”, o cobriria ao ponto de fazer a “matéria” ser praticamente dela aos olhos do público, conforme tão habilmente tem feito há tantos anos!

O quê, de fato, está acontecendo?

Gregório, o Gordo, com quem convivi bastante, tanto durante os três anos que o visitei em Bangú I, como também em razão dele ter trabalhado na Vinde, uma vez solto, e isto por alguns anos — certamente, baseado em sua própria experiência com políticos, me diria: “Isso tudo é armação, reverendo!” Isto porque, tanto ele quanto Escadinha, foram pagos (cerca de 6 milhões de dolares) por políticos do Rio, a fim de promoverem o chamado “duelo de São Pedro”, e que tem a ver com criar pânico na cidade (atirando para cima ou queimando coisas), a fim de prejudicar o governo local; ou, em outras ocasiões, a fim de produzir uma cortina de fumaça para tirar algo da mídia. E, nesse caso, nada é mais forte para o imaginário brasileiro do que tudo aquilo que tem a ver com violência nos grandes centros.

Seja como for, o que acontece de fato é que a população ou se encolhe e se acovarda, e entrega a si mesma ao medo; ou entrega-se ao cinismo. Entretanto, o trágico é que os poderes paralelos e bandidos, sentem-se livres para impor seus próprios desejos contra autoridades que por eles são apenas vistas como malandros que se deram bem.

E aqui não há pré-julgamento de ninguém e nem de coisa alguma, mas apenas a constatação de que o presente estado de coisas é dos mais graves que já tivemos que enfrentar.

Portanto, se eu tivesse que dizer alguma coisa, esta seria apenas uma:

Olhos bem abertos; e joelhos bem fincados nos chão; pois os dias nunca foram tão maus!


Nele, que é Senhor de tudo e todos,



Caio

Fonte: http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=02939


Que O SENHOR tenha misericórdia de todos nós!

A Ele Seja a Honra, a Glória e o Louvor pra todo o sempre. AMÉM!

Comentários

Daniela disse…
Caio Fábio um revolucionário em minha opinião... Um homem temente a Deus que porventura possui falhas como todos os demais e que um dia deixou-se cair... Sim, Deus permite a queda do homem, não que homem deva ou possa usar isso como argumento para seus erros, mas sim para que o nome de Deus seja exaltado quando o mesmo levantar o homem que estava outrora caído. O cair é do homem, o levantar é de Deus... O julgar é do homem, o aprovar é de Deus... Olho por olho, dente por dente... Julgar o erro do outro é sem sombra de dúvidas querer ganhar o julgamento de Deus para as nossas e vossas vidas... Deus levantou Caio Fábio novamente... E, hoje o mesmo Deus é glorificado através da vida deste homem. Quem tem ouvidos ouça, jamais aponte o dedo para alguém, procure saber antes de falar, procure como um detetive averiguar todas as provas, fatos, evidências, testemunhas e etc... não acredite em tudo o que ouvirdes, algumas mentiras sempre serão contadas e algumas verdades jamais serão reveladas... E, para as mentiras bem contadas existe um tempo para que as mesmas possam ser reveladas, e para as verdades não ditas, as mentiras reveladas provam tudo o que não foi preciso dizer e apenas esperar acontecer. Pau que bate em Chico, jamais irá bater em Francisco! Bela frase para pensarmos e fazermos uma análise do que temos "achado" que está acontecendo, existindo... muitas vezes supomos coisas que não são, um achismo barato que põe a perder preciosas coisas. Pensar se realmente continuaremos batendo até quase matar o Chico e deixando o Francisco bem tranquilo, apanhando de coronhadas de colchão!

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