OS DÊMONIOS DA POLÍTICA!

Quando eu encontrei e fui encontrado com e por Jesus no Caminho, logo meu pai me disse que Evangelho e Políticos existiam numa relação permanente de tensão.

A leitura do Evangelho me deixou isto mais do que claro!

Desde os 19 anos que os políticos me assediam, e o fizeram durante todos os anos de minha vida de pregador do Evangelho.

Não só me visitavam e gostavam de aparecer ao meu lado em lugares públicos — já que sabiam que de minha boca e de meus gestos jamais sairia demonstração de apoio político, sobrando apenas a postura de “papagaio de pirata” —, mas também chegaram a me oferecer toda sorte de oportunidades: vice de fulano para a Presidência; Governador do Rio; Senador em muitos Estados que propunham “eleições certas”; Prefeito, etc... E tenho muitas testemunhas de tais ofertas.

O que eu dizia a todos eles, sem que tais coisas jamais me tivessem significado a menor “tentação”, é que aquelas posições políticas não significavam para mim um passo além ou adiante, mas sim uma negação de todas as minhas paixões; todas elas concentradas no Evangelho e em nada mais.

No entanto, em 1998, eu que nunca tinha dado “apoio” a ninguém (politicamente falando), todavia, dei “opiniões positivas” acerca de Garotinho, no Rio. E como me arrependi logo em seguida; e, hoje, meu Deus!—nem se fala!

Foi também naquele mesmo ano de divórcio, de angústias relativizadoras de princípios, de medos que fragilizavam as decisões de sempre, e de pânico pela destruição de muitas coisas lindas e boas que eu cria que havia ajudado a construir, e que eram de grande benefício para milhares e milhões de pessoas, e que estavam a ponto de ruírem pelo meu divórcio.

Foi naquele fatídico ano de 98 que os mesmos que hoje estão aí sendo investigados, insistiram até à exaustão em colocarem-me na busca de algo que eu lhes implorava que me deixassem de fora. Afinal, não foi de mim que eles haviam ouvido acerca do tema que veio a me machucar terrivelmente a existência.

Ora, durante todos aqueles anos, eu jamais me deixara envolver por nenhum “apelo” político, embora eu falasse de Política com “P” maiúsculo, todos os dias, e fosse consultado pela mídia acerca de quase tudo.

No entanto, apesar de meu pai ter me advertido de que Evangelho e Política existiam em estado de permanente tensão, eu, pela relativização que a culpa do divórcio me causou, me senti inutilizado para o ministério; e, por tais equívocos, erros, pecados e fraquezas, acabei por me deixar levar pelos apelos diários de figuras tão públicas que, se eu descrevesse o que me pediram, o que me disseram e o que me propuseram, os problemas de “hoje” já teriam se manifestado há muito tempo.

Ou seja: o espírito que senti na moçada de apoio ao Lula não era em nada diferente do que hoje eu vejo exposto; incluindo o conselho de Dirceu de que eu negasse que soubesse de qualquer coisa até o fim. Conselho que eu não cumpri, declarando que ouvira o que ouvira, poupando-os todavia de serem mencionados na insistência opressiva que puseram sobre mim, a qual, já desde aquele tempo, poria alguns deles na mesma posição que hoje negam.

Para mim, sem dúvida, Política é uma Potestade espiritual. É parente de Belzebu. Serve à causa da mentira, da imagem, das aparências, das manobras, da maldade, dos satanases ativos e passivos, e dos santos-éticos que me afligem tanto quanto os escrachados.

Romanos 13 diz que a autoridade justa é ministro de Deus. Apocalipse 13, todavia, diz que a autoridade arbitrária e perversa é a Besta.

Dirceu ao ser perguntado se era “inocente”, disse que era Inocêncio. Perfeito foi seu “ato” falho!

Assistir o jogo de cenas e de mentiras da CPI nos põe diante da própria Assembléia de Satanás. Mentiras contra mentiras. Verdades-mentira e mentiras-verdade. É o Bazar do Diabo. É a orgia dos inquisidores falsos.

O que me dói é quando vejo um monte de mentirosos e corruptos se disfarçando de paladinos da ética, praticando excessos sem medida.

Prefiro positivamente pensar que ACM significa ainda Associação Cristã de Moços, e não os paladinos da ética dos desmemoriados!

Meu coração também se enche de pena do Lula. Sei que ele não é santo, e que nem deveria desafiar ninguém no Brasil a ser mais ético do que ele, ou tanto quanto ele. Sim, ele deveria saber que qualquer aposentado do INSS é santo e mestre que tem muito a ensinar a ele. Mas se ele quiser um curso de PHD em ética, posso convidá-lo para passar um mês na casa de meus pais; e ele jamais se permitiria tais arroubos!

Ninguém se torna presidente e mantém a inocência. Todos ficam meio parentes do Inocêncio, conforme o “ato falho” de Dirceu. Portanto, o “Lula santo” trabalha contra o “Lula de verdade”. Sei que ele é um homem bom, e já deixei claro aqui no site (nos links História e Opinião) o que sinto sobre ele como pessoa humana.

O fato é que a Presente Situação é de natureza espiritual e de juízo. Sim, há um juízo de Deus caindo sobre as Casas de Leis e sobre o Governo dos Justos.

Os Inocentes estão se confessando Inocêncios!

Creio que cabe à população vigiar para que não dê em pizza ou em bacalhau. No entanto, mais do que tudo, se deveria orar e muito; e pedir ao Espírito que faça bem a este país, promovendo uma limpeza nessa antiga indústria de corrupção, na qual os Inocêncios posam de Inocentes.

Segue agora o meu sentir sobre o “confronto entre Dirceu e Jefferson”.


A Parábola de José Dirceu:


Qual de vós, sendo Presidente da República, tendo um Chefe da Casa Civil ocupado na gestão do Governo, ao voltar de viagem lhe dirá: Vem já e põe-te à mesa para bebermos? Provavelmente o Presidente antes lhe dissesse: Prepara-me as informações do Governo, mostra-me os relatórios, enquanto eu sento e ouço; depois, estarás liberado?! Porventura, terá de agradecer ao Chefe da Casa Civil porque este fez o que lhe havia ordenado? Assim também vós, depois de haverdes feito tudo quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.


No contexto da parábola de Jesus, o espírito do ensino é que o esforço que cumpre apenas o que está contratado, faz do indivíduo um servo inútil, posto que o servo útil é aquele que faz mais do que dele se pediu.

Hoje, no depoimento de José Dirceu se viu apenas que ele se declarou um servo inútil, posto que declarou ter feito estritamente o que lhe havia sido ordenado, tendo fechado os olhos para tudo o que acontecia na Casa que estava sob sua gestão. Um Chefe de Casa Civil é um Mordomo Político do Presidente da República. Porém, o antes em tudo metido Chefe da Casa Civil, hoje declarou-se um ministro displicente e inútil, visto que nada viu, nada soube e nada fez de errado.

Sua defesa foi: se houver documentos, pode ser que seja verdade; porém uma verdade não documentada, jamais existiu.

Dirceu virou um homem para quem a verdade só existe como papel ou filme. Conversas, declarações, negociações, decisões, movimentos, vínculos, papo de homem (bons ou maus)...etc..., que não tenham sido documentados, jamais existiram.



A Parábola de Roberto Jefferson:


Havia um Partido Político que tinha um Presidente Esperto. Ora, este veio a ser acusado de ilegalidades. Então, sendo chamado pela Comissão de Decoro Parlamentar, ouviu deles: Que é isto que ouvimos a teu respeito? Presta contas de teu mandato, porque já não podes mais continuar nele. Disse o Deputado consigo mesmo durante duas semanas, enquanto cantava óperas: Que farei, pois a Comissão está prestes a tirar o meu mandato? Trabalhar na terra, não posso; também de mendigar tenho vergonha. Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da minha posição, me recebam em suas casas. Então contou como funcionava todo o esquema do mensalão e do financiamento ilícito de Campanhas. Chamou a mídia e se entregou; e foi à Comissão e contou tudo. E, assim, de acusado passou a moralizador auto-imolado da República, e conquistou o respeito de todos os mentirosos que não têm peito de se confessar. Ora, todos elogiaram a esperteza do Deputado Infiel porque se houvera sabiamente, porque os filhos das longas malandragens da República são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos que o "PTfaria".

E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos—disse Jesus do Administrador Infiel.

Roberto Jefferson conseguiu transformar sua malandragem em serviço público, sendo, em sua infidelidade, um servo mais útil do que aquele que se declara fiel mas, ao mesmo tempo, confessa que só fazia o que era mandado, e nada tinha a ver com os roubos que se faziam sob seu omisso comando.

Temos, aparentemente, um homem sem marcas na história protegendo sua própria história , sob o manto da humildade omissa. Já o homem das malandragens estampadas na cara, pela própria cara de pau, mostra muito mais poder e convencimento quando fala; pois fala a partir de sua própria auto-condenação, o que faz com que todos perguntem: “Se ele está se auto-incriminando, não será porque também fala a verdade?”

Assim, de interesses em interesses, de mentiras em mentiras, de negações, e de afirmação em choque, a verdade vai se impondo, posto que ela não precisa de papel ou cartório para se fazer sentir.

Sem papel, Dirceu nada fez. Mas que “papel” é esse que ele faz ao tentar confinar a realidade ao casuísmo das documentações? Para ele: PT saudações!


Jefferson diz que sabia (e aparentemente prova que sabia de tudo). Já Dirceu diz que não sabia de nada. No entanto, a inocência de Dirceu o incrimina muito mais do que as deslavadas confissões de Jefferson.

Um disse: Nada fiz, nada soube, nada ordenei!

O outro diz: Tudo soube, tudo conversamos, muito acertamos, mas quiseram me pegar porque eu sabia demais. Assim, prefiro incriminar a mim mesmo do que deixar que os que nada fizeram façam comigo o que quiserem.


Na minha maneira de ver, o Administrador Infiel está levando vantagem sobre o Servo Inútil. Mas, como é óbvio, esta é apenas minha distante opinião (onde ela se fundamenta é uma questão, todavia, apenas minha).


Embora eu tenha dito que o Presidente deveria dizer que não é candidato, e, assim, mudar a agenda política do país, criando para si a chance de promover a Reforma Política que inclui a regulamentação dos financiamentos de Campanha, sem cuja reforma, apenas teremos CPIs after CPIs—; ainda assim, se ele fosse candidato sem os “aparelhos partidários” que hoje ameaçam sepultá-lo, eu voltaria a votar nele.

Minha oração:


Senhor! Limpa este país, e traz à luz as hipocrisias que têm tirado a alegria e a confiança deste povo sofrido há tantos séculos; e, assim, restaura a dignidade e a confiança de cada cidadão deste país!

Em nome de Jesus, Aquele que reina sobre todo Principado e Poder,




Caio

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